terça-feira, 28 de setembro de 2010

Kelly Slater avança, e Mineirinho se irrita após ser eliminado na França



O surfista brasileiro Adriano de Souza, o Mineirinho, parece não viver uma boa fase. Após ser eliminado da etapa de Trestles do Circuito Mundial na terceira fase, ele se despediu nesta segunda-feira da disputa em Hossegor, na França, ainda na repescagem. Já o enecampeão e atual líder do ranking mundial, Kelly Slater, se recuperou e avançou na competição.

O brasileiro começou melhor no duelo com o americano Gabe Kling. Na ondas de cerca de 1 metro, Adriano de Souza liderou boa parte da bateria com um 6,17. Embora não tenha conseguido alcançar notas altas, Kling foi mais regular e acabou vencendo com a soma de 11.20. Mineirinho terminou com 10.10 pontos. Após receber a virada e ser eliminado precocemente da competição, saiu irritado da água.
 
 Kelly Slater surfe França
 
Na primeira bateria da repescagem, Kelly Slater superou o francês convidado
Maxime Huscenot, de apenas 18 anos. O enecampeão mundial somou 10 pontos, enquanto o atual campeão mundial júnior fez 7.40.

Logo depois, o australiano Bede Durbidge foi surpreendido por outro convidado: seu compatriota Julian Wilson. Bede, que ficou em segundo em Trestles, somou 10.24 contra 11.44 pontos do seu jovem rival.
 
O potiguar Jadson André agora é o único representante brasileiro na competição. Ele disputará a oitava bateria da segunda rodada, contra o australiano Matt Wilkinson, programada para a madrugada desta terça-feira.

Pelo Guinness, sul-africanos põem mais de 90 surfistas na mesma onda



Mais de 90 surfistas sul-africanos tentaram, na Cidade do Cabo, quebrar o recorde de maior número de pessoas na mesma onda. Entretanto, o objetivo, que era entrar no Livro Guinness de Recordes, não foi alcançado. A marca de 110 surfistas na mesma onda não foi superada pelos sul-africanos.

Kelly Slater cai para a repescagem na etapa de Hossegor do Mundial



Enecampeão e atual líder do ranking mundial, Kelly Slater não se entendeu com as ondas de Hossegor, neste domingo, e caiu para a repescagem da etapa francesa do Mundial de surfe. O americano pegou apenas seis ondas em sua primeira participação no campeonato e somou apenas 4 pontos. Ele foi superado pelo compatriota Patrick Gudauskas (10,10), vencedor da bateria, e pelo francês Maxime Huscenot (5,40).

Slater e Huscenot farão a primeira bateria da repescagem (segunda fase). Quem triunfar segue na competição e vai à terceira fase para encarar um dos vencedores da primeira fase - quem perder, volta para casa.
Adriano de Souza, o Mineirinho, também não conseguiu vencer sua bateria e avançar diretamente para a terceira fase em Hossegor. O brasileiro somou 9,60 e ficou atrás do americano Brett Simpson (10,94), que venceu a série. Na repescagem, Mineirinho enfrentará o Gabe Kling (EUA).

Jadson André, que entrou na água uma hora depois de Adriano de Souza, também precisará passar pela segunda fase. Com 12,97, o brasileiro foi superado pelo australiano Adrian Buchan (13,03) por apenas seis centésimos. Jadson agora decidirá sua participação em Hossegor contra o também australiano Matt Wilkinson.
 
Confira as baterias da primeira fase em Hossegor

1. Bede Durbidge (AUS) 8,50 / Jeremy Flores (FRA) 9,34 / Daniel Ross (AUS) 3,06
2. Dane Reynolds (EUA) 13,70 / Luke Munro (AUS) 9,83 / Kieren Perrow (AUS) 6,84
3. Taj Burrow (AUS) 10,93 / Adam Melling (AUS) 5,36 / Travis Logie (AFS) 5,43
4. Mick Fanning (AUS) 13,00 / Taylor Knox (EUA) 2,24 / Gabe Kling (EUA) 1,96
5. Jordy Smith (AFS) 14,00 / Luke Stedman (AUS) 8,27 / Julian Wilson (AUS) 8,03
6. Kelly Slater (EUA) 4,00 / Patrick Gudauskas (EUA) 10,10 / Maxime Huscenot (REU) 5,40
7. Adriano de Souza (BRA) 9,60 / Chris Davidson (AUS) 6,87 / Brett Simpson (EUA) 10,94
8. CJ Hobgood (EUA) 11,83 / Michel Bourez (THI) 5,43 / Tom Whitaker (AUS) 7,73
9. Adrian Buchan (AUS) 13,03 / Jadson André (BRA) 12,97 / Matt Wilkinson (AUS) 9,34
10. Owen Wright (AUS) 14,83 / Tiago Pires (POR) 7,77 / Roy Powers (HAV) 2,03
11. Damien Hobgood (EUA) 11,10 / Fredrick Patacchia (HAV) 14,13 / Dusty Payne (HAV) 7,87
12. Andy Irons (HAV) 6,50 / Bobby Martinez (EUA) 11,10 / Kai Otton (AUS) 11,40

Vento atrapalha, e etapa do Mundial em Hossegor tem começo adiado


As ondas de Hossegor alcançaram um metro de altura neste sábado, mas os fortes ventos e a chuva prejudicaram as condições para o surfe e forçaram o adiamento do começo da etapa francesa do Mundial de Surfe.

- Hoje está ventando muito, então resolvemos cancelar. A previsão é muito boa para amanhã, com boa direção do vento, então estamos confiantes de que teremos boas condições em breve. Por isso, resolvemos cancelar por hoje - explicou o local Mikael Picon no site da competição.

A próxima chamada do evento será às 3h (de Brasília). O Brasil tem dois representantes em Hossegor. Adriano de Souza, o Mineirinho, atual sétimo colocado no ranking mundial, estreia contra os americanos Chris Davidson e Brett Simpson. Jadson André, 13º no ranking, enfrenta os australianos Adrian Buchan e Matt Wilkinson.

O enecampeão Kelly Slater está escalado para a sexta bateria contra Patrick Gudauskas e Maxime Huscenot.
 
Confira as baterias da primeira fase em Hossegor

1. Bede Durbidge (AUS), Jeremy Flores (FRA) e Daniel Ross (AUS)
2. Dane Reynolds (EUA), Kieren Perrow (AUS) e Luke Munro (AUS)
3. Taj Burrow (AUS), Adam Melling (AUS) e Travis Logie (AFS)
4. Mick Fanning (AUS), Taylor Knox (EUA) e Gabe Kling (EUA)
5 Jordy Smith (AFS), Luke Stedman (AUS) e Julian Wilson (AUS)
6 Kelly Slater (EUA), Patrick Gudauskas (EUA) e Maxime Huscenot (REU)
7 Adriano de Souza (BRA), Chris Davidson (AUS) e Brett Simpson (EUA)
8 CJ Hobgood (EUA), Michel Bourez (THI) e Tom Whitaker (AUS)
9 Adrian Buchan (AUS), Jadson André (BRA) e Matt Wilkinson (AUS)
10 Owen Wright (AUS), Tiago Pires (POR) e Roy Powers (HAW)
11 Damien Hobgood (EUA), Fredrick Patacchia (HAW) e Dusty Payne (HAW)
12 Andy Irons (HAW), Bobby Martinez (EUA) e Kai Otton (AUS)

domingo, 26 de setembro de 2010

Pedrinho no rip



O carioca Pedro Henrique deu um verdadeiro show nesta sexta-feira, no Brasil Surf Pro que rola na praia de Geribá, Búzios (RJ).

Em boas ondas de meio metro e séries maiores, Pedrinho soltou o pé nas direitas para registrar as maiores pontuações do dia.

Na terceira fase, ele arrancou notas 5.83 e 9.50 na expressiva vitória sobre o catarinense Willian Cardoso.

Na última bateria das oitavas, Pedrinho começou forte com 7.00 e achou uma direita salvadora nos minutos finais para descolar 8.17 e derrotar o paulista Ricardo Ferreira, autor de 6.57 e 6.50.

 
Saulo Júnior arranca nota 9.40 para derrotar Gustavo Fernandes.

Outro que arrancou um high-score dos juízes foi o paulista Saulo Júnior. Ele estava em difícil situação no confronto contra o carioca Gustavo Fernandes, autor de 7.67 e 6.93, mas conseguiu a virada com 9.40 pontos numa direita detonada de backside.

"Eu achei que a bateria estava bem complicada. Naquele momento, pensei 'Poxa, o Gustavo (Fernandes) me botou em xeque-mate, pra onde corro agora?'. Tive de esperar uma onda boa, deixei passar várias ondinhas porque precisava de uma nota excelente", diz Saulinho.

"Sabia que, se eu virasse na onda errada, ele iria me travar ali no fundo e segurar a prioridade. Graças a Deus consegui pegar a onda certa e joguei a batata quente pra cima dele. Ainda bem que ele não conseguiu virar no final, pois estava surfando muito", conclui o atleta de Ubatuba.

De volta ao outside depois de 45 dias afastado devido a uma lesão no joelho, Hizunomê Bettero surpreendeu mais um adversário na prova.

Depois do baiano Bino Lopes, foi a vez de o gaúcho Daison Pereira não entrar em sintonia com as ondas e ver o adversário garantir a vitória com muita competência.

Jordy não teme Slater



Válido como sétima etapa do ASP World Tour, o Quiksilver Pro abre sua janela de espera neste sábado (23/9) e vai até o próximo dia 5 de outubro na costa Sudoeste da França.

 Com um excelente swell já previsto logo para o início do período de espera, as batalhas podem começar já neste sábado (24/9), em algum dos beach breaks da região.
 
Jordy Smith admite superioridade de Slater no surf, mas diz que ainda está na corrida. 
 
Atual detentor do título mundial, o australiano Mick Fanning, 29 anos, é também o defensor do título do Quiksilver Pro France e chega embalado com um terceiro lugar obtido na semana passada na Califórnia (EUA).

"Estou muito animado. Foi uma injeção de confiança fazer a semifinal em Trestles na semana passada, especialmente pela maneira como todos surfaram. Preciso muito ganhar os próximos eventos", diz Mick Fanning, atual quinto colocado no ranking.

No primeiro round, Fanning encara dois norte-americanos. Um deles é o veterano Taylor Knox, 39, o atleta mais velho do Tour. O outro é Gabe Kling, que está de volta por convite concedido aos contundidos pela ASP.

O sul-africano Jordy Smith, 21, atualmente é o segundo colocado do ranking e vem exibindo ótimas performances no decorrer do ano, inclusive vinha isolado na liderança do ranking até a vitória de Kelly Slater na última etapa.

"Quanto à corrida pelo título contra Kelly Slater, isto significa apenas que algum de nós terá um trabalho mais duro pela frente. Todos nós estamos cientes de que ele está buscando seu décimo título e de que vai para o tudo ou nada na água. Ele é o verdadeiro mestre, o Bruce Lee do surf (risos)", brinca o bem-humorado sul-africano.

"Mesmo assim, sinto que a corrida ainda está aberto e agora começa a contagem regressiva. Ainda teremos surpresas e novos nomes entre os top 10. Ninguém sabe o que o amanhã nos traz e por isso continuarei fazendo o que me propus a fazer, ou seja, apenas vou me diveritir com tudo isso e espero que o destino prevaleça do meu lado pelo restante deste ano", revela Jordy Smith, que em seu primeiro duelo enfrenta os australianos Julian Wilson e Luke Stedman.

Já o australiano Taj Burrow, 32, atual terceiro colocado do ranking também tem uma ótima temporada neste ano e vem mostrando na água o porquê da fama de ser um dos surfistas mais progressivos de todos os tempos.

"Nunca venci na França, portanto seria surreal se isto acontecesse. Os beach breaks daqui são os melhores do mundo. No último ano perdi para o Fanning nas quartas e este ano estou focado em conseguir pelo menos um resultado melhor do que este. Temos eventos seguidos até o Hawaii agora e é cansativo ficar meses na estrada. Um bom resultado aqui pode ser o caminho para o título", acredita Taj Burrow.

"A fórmula é simples, preciso vencer eventos! (risos) Já queimei meus dois descartes e agora não posso ter maus resultados na Europa. Não quero fica preso a isso, estou curtindo estar no Tour agora", complementa o aussie, que em sua bateria de estreia enfrenta o compatriota Adam Melling e o sul-africano Travis Logie.

A primeira chamada para um possível início de prova acontece neste sábado às 3 horas da manhã (horário de Brasília).

Primeira fase do Quiksilver Pro France 2010

1 Bede Durbidge (Aus), Jeremy Flores (Fra) e Daniel Ross (Aus)
2 Dane Reynolds (EUA), Kieren Perrow (Aus) e Luke Munro (Aus)
3 Taj Burrow (Aus), Adam Melling (Aus) e Travis Logie (Afr)
4 Mick Fanning (Aus), Taylor Knox (EUA) e Gabe Kling (USA)
5 Jordy Smith (ZAF), Luke Stedman (AUS) e Julian Wilson (AUS)
6 Kelly Slater (EUA), Patrick Gudauskas (EUA) e Maxime Huscenot (Reu)
7 Adriano de Souza (Bra), Chris Davidson (Aus) e Brett Simpson (EUA)
8 CJ Hobgood (EUA), Michel Bourez (Tah) e Tom Whitaker (Aus)
9 Adrian Buchan (Aus), Jadson André (Bra) e Matt Wilkinson (Aus)
10 Owen Wright (Aus), Tiago Pires (Por) e Roy Powers (Haw)
11 Damien Hobgood (EUA), Fredrick Patacchia (Haw) e Dusty Payne (Haw)
12 Andy Irons (Haw), Bobby Martinez (EUA) e Kai Otton (Aus)

Ranking do ASP World Tour 2010 depois de seis etapas

1 Kelly Slater (EUA) - 40.000 pontos
2 Jordy Smith (Afr) - 35.500
3 Taj Burrow (Aus) - 30.500
4 Dane Reynolds (EUA) - 30.250
5 Mick Fanning (Aus) - 29.500
6 Bede Durbidge (Aus) - 27.250
7 Adriano de Souza (Bra) - 25.000
8 Owen Wright (Aus) - 22.750
9 Adrian Buchan (Aus) - 22.000
10 Andy Irons (Haw) - 21.500
11 C.J. Hobgood (EUA) - 19.750
12 Damien Hobgood (EUA) - 18.750
13 Jadson André (Bra) - 18.250
14 Tiago Pires (Por) - 18.000
15 Bobby Martinez (EUA) - 17.500
16 Fredrick Patacchia (Haw) - 16.750
16 Michel Bourez (Tah) - 16.750
18 Chris Davidson (Aus) - 16.500
19 Joel Parkinson (Aus) - 15.750
20 Adam Melling (Aus) - 15.000
21 Jeremy Flores (Fra) - 14.750
22 Kieren Perrow (Aus) - 12.250
23 Taylor Knox (EUA) - 11.500
23 Patrick Gudauskas (EUA) - 11.500
25 Luke Stedman (Aus) - 11.250
25 Dusty Payne (Haw) - 11.250
25 Matt Wilkinson (Aus) - 11.250
28 Brett Simpson (EUA) - 10.000
29 Roy Powers (Haw) - 9.500
30 Kai Otton (Aus) - 9.000
31 Daniel Ross (Aus) - 8.750
31 Luke Munro (Aus) - 8.750
31 Travis Logie (Afr) - 8.750
34 Tom Whitaker (Aus) - 8.750
35 Gabe Kling (EUA) - 8.750

Claudio Pastor lança Super SUP



O renomado shaper brasileiro, Claudio Pastor, é o criador da maior prancha de SUP no Brasil. Nada menos que 14 pés de altura e características que permitem grandes e velozes travessias aquáticas.

Esta produção não teve finalidade de bater recorde mundial e sim de aquecer o mercado nacional com novos materiais para alimentar ainda mais o Stand Up, modalidade que vem de fora e de grande sucesso, principalmente, no Hawaii.

Nesta entrevista, o shaper dá sua opinião sobre o Stand Up, as pranchas existentes no Brasil e no mundo e de como surgiu a ideia de fabricar a prancha mais extensa do esporte.

O início da prática do Stand Up Paddle Board foi voltado para surfar as ondas com auxílio de um remo. Fale um pouco de como se deu este processo de fabricar pranchas para entrar nas ondas remando em pé, além das suas dimensões e formatos.

Bem, comecei a shapear Stand Up Boards em 2006 para Eraldo Gueiros com o suporte de Kao Spillmann, do Wind Surf. As primeiras pranchas eram muito grandes e estreitas.

O mercado evoluiu e os modelos se adaptaram melhor ao momento atual. Hoje, temos três modelos principais:  Stand Up Mix, que proporciona boa remada e é voltada para um surf de marola. São pranchas entre 9’5” e 11 pés, sendo mais largas para dar boa base ao iniciante no esporte e nas ondas. Além disso, também temos o Stand Up Surf e que hoje exibe uma tendência de pranchas realmente pequenas. Finalmente, o Stand Up Race consiste em pranchas longas para grandes travessias. Tanto em lagoas e represas como para alto-mar.

Como tem sido a evolução deste esporte nas ondas, bem como sua vertente para longas travessias?

Nas ondas, a coisa foi ainda mais rápida. As pranchas diminuíram muito, chegando a 8 pés ou até menos. Em minha opinião, menor que 8 pés fica difícil e perde a graça do esporte. Mas um bom tamanho que eu tenho feito para as pessoas que já estão andando bem é em torno de 8’4” e sempre com boa largura para facilitar a remada.

As pranchas de travessia, ou Stand Up Race Boards, são o lado oposto do Stand Up Surf. São pranchas superlongas, estáveis e velozes. A proa deste tipo de prancha se assemelha às canoas. Isso serve para facilitar a remada, pois este fundo funciona cortando o mar e isso gera uma aceleração maior facilitando o tempo nas regatas.

As Stand Up Race Boards são muito usadas em lagoas e também em alto-mar. Só que no mar, temos que montar fundos que também surfem vagas de alto mar.

Realmente é uma prancha muito complexa e o shaper tem que ter muita experiência para não errar no modelo e a pessoa ficar em uma situação critica em alto mar. Serve como aspecto de segurança a experiência de quem faz este tipo de prancha. Quanto mais experiente o shaper, mais segura será a travessia.

Você fabricou a maior prancha de SUP do Brasil. Como surgiu a ideia de construir uma prancha de Stand Up Paddle tão extensa e qual é a principal proposta aos praticantes desta que é considerada quase uma “embarcação”?

Bem, não tive a intenção de bater nenhum recorde. Soube que tratava-se da maior prancha de Stand Up feita no Brasil depois de ter feito a de 14 pés.

A intenção inicial era fazer uma prancha grande e com boa remada. Já tinha visto as de 14 pés Bark e Hobie vindas de fora. Fui desenvolvendo meu design, estudando modelos usados em regatas nos EUA e Havaí. Achei esta modalidade super especial e para pessoas realmente interessadas em navegar longas distâncias.

Um novo esporte se abriu e uma nova categoria ganhou força. Tudo isso aquece nosso mercado, assim como já aqueceu o mercado mundial de Stand Up Paddle Boards. No Havaí, isso é uma febre.

Mas ter feito a primeira ou uma das primeiras 14 pés no Brasil me deixou surpreso e ao mesmo tempo muito feliz por estar efetivamente ajudando a aquecer o nosso mercado. Com isso a gente vê que é possível termos produtos de alto nível fabricados em nosso país.

Lá fora, as pranchas feitas à mão têm um valor maior e isso está é valorizado também aqui no Brasil. As pessoas que entendem, sabem do que estou falando, “Hand Made”.  É claro que a máquina de shape tem um valor enorme no mercado, mas as feitas à mão estão sendo mais valorizadas também.

Como você vê o futuro do surf e do SUP em relação às novas tecnologias de construção assim como materiais alternativos?

A tecnologia que eu tenho usado é a Keahana e trabalho com muito prazer com este novo material. O resultado é uma prancha mais leve e mais resistente com maior durabilidade.

No Stand Up não existem blocos de poliuretano para fazermos pranchas adequadas. São muito pesados e precisamos de um material leve e forte para isso. Com isso, o EPS caiu como uma luva. E a Keahana largou na frente não apenas no Brasil como em vários países ao mesmo tempo.

Eu vejo hoje como existe uma forte tendência da resina epóxi no mercado, e isto serve para todos os modelos de prancha. Os clientes ganham com as novas tecnologias porque podem estar em situações novas devido ao novo material.

Israel Salas faz a mala



O baiano Israel Salas foi protagonista no terceiro dia de competições do Mundial de Bodyboard que acontece na praia da Armação, Salvador (BA).

Com grande repertório de manobras, o atleta local deu show nas ondas da Armação e totalizou o maior somatório da etapa (16.00). Israel garantiu vaga nas oitavas de final e agora enfrenta o catarinense Luis Villar.

“Gostaria de agradecer a Deus. O mar está muito difícil, mas consegui encontrar boas ondas. Espero continuar avançando as baterias”, diz Israel, autor de notas 8.67 e 7.33. 

O baiano Junior Silva foi outro atleta local que se classificou e garantiu presença nas oitavas. A surpresa do dia ficou por conta da eliminação do campeão mundial de 2008, Uri Valadão. O baiano voador não encontrou boas ondas e foi eliminado na primeira bateria do dia.

 
Paulo Barcellos busca resultado expressivo para se posicionar entre os 16 melhores do ano que vem.

Outro top que estreou bem na Armação foi Paulo Barcellos. O carioca sabe que um bom resultado na Bahia pode ser fundamental para sua colocação final no ranking. 

“Minha meta é conseguir bons resultados aqui na Bahia e na última etapa para me posicionar entre os 16 melhores do ano que vem. O mar estava complicado, mas importante é que passei”, avalia Barcellos.

Os catarinenses Eder Luciano e Luis Villar foram outros destaques deste terceiro dia. Atleta de Itapema e top-8 do tour mundial, Eder Luciano avançou na segunda posição na bateria vencida por Israel Salas. “Foi muito importante ter passado. O Israel está surfando muito e conseguir avançar foi empolgante. Isso dá motivação extra para o restante da competição”, comenta Eder.

Luis Villar também avançou e encara o baiano Israel Salas na sétima baterias das oitavas. “O mar estava meio complicado e demorei para achar boas ondas. Agora é ir com tranquilidade para a próxima fase”, ressalta Villar.

A briga pelo título feminino ficou ainda mais acirrada depois das disputas desta quinta-feira. A canária Marina Taylor demonstrou todo seu potencial e cravou a maior média entre as mulheres (14.00). 

“O mais importante é manter a tranquilidade. Estou feliz com o resultado da bateria e espero passar mais fases. Agora as disputas são mulher a mulher e é preciso manter a calma dentro d’água ”, ressalta Marina. Quem também garantiu presença nas oitavas foi a capixaba e pentacampeã mundial Neymara Carvalho.

Uma nova chamada para as baterias do 4º round masculino e feminino acontece nesta sexta-feira, às 8:30 horas

O evento é transmitido ao vivo pelo site Surfcore.

Pablo segura Jhones



Atual líder do ranking brasileiro, o potiguar Alan Jhones não resistiu ao duelo contra o cearense Pablo Paulino na terceira fase do Brasil Surf Pro em Búzios (RJ).

Nesta quinta-feira, em ondas de 1 metro e formação regular, Pablo começou com uma boa esquerda que rendeu 6.33 e passou a atacar direitas da praia de Geribá.

Com fortes batidas de backside, o cearense descolou 6.50 e deixou Alan em situação complicada.

O potiguar insistiu nas direitas e teve dificuldade para mostrar o que sabe. Apesar de acertar alguns aéreos nas finalizações, Alan obteve 5.17 e 4.93 e não conseguiu deter Pablo.

Pablo Paulino segue como destaque da competição.

"Sabia que seria uma bateria muito difícil, pois o Alan está muito focado para conquistar o título brasileiro. Eu optei por fazer a mesma coisa das baterias anteriores: investir nas direitas que quebram ali no canal. Enquanto elas estiverem funcionando, vou cair ali", diz Pablo.

"Estou muito motivado, mas ainda tem muita coisa pela frente, é cedo pra falar em vitória. É muito bom estar aqui no campeonato do meu patrocinador (Hawaiian Dreams), com minha mulher e meu filho, depois de um bom tempo na Europa", conclui o cearense.

Apesar da derrota, Alan ainda tem boas chances de sair de Búzios com a liderança. Em sua cola estava Leo Neves, eliminado logo na estreia pelo carioca Gustavo Fernandes.

Suas principais ameaças são o baiano Rudá Carvalho, que precisa chegar à final, e os paulistas Hizunomê Bettero e Heitor Pereira, que precisam da vitória.

"Infelizmente não consegui derrotar Pablo, então agora é descartar esta etapa em pensar nas próximas. Procurei surfar aquela direita, mas a maré tá bem seca, ela não funcionou bem e o vento impediu que eu executasse as manobras no critério, invertendo a direção da prancha", lamenta Alan Jhones.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Uri é Bahia no Mundial



O público terá motivos de sobra para comparecer ao Bahia Bodyboarding Show, segunda etapa brasileira do Circuito Mundial de Bodyboarding 2010 que acontece entre os dias 21 e 25 de setembro na Praia da Armação, Salvador (BA). 

Pelo segundo ano consecutivo, a “Boa Terra” recebe os melhores bodyboarders do mundo e os atletas competem em busca dos U$35 mil oferecidos no evento.

Melhor que ver de perto as grandes estrelas do esporte é prestigiar um ídolo local defendendo as cores da Bahia. Uri Valadão, campeão mundial em 2008,  aparece na lista de favoritos ao título da etapa. 

Atualmente, o baiano voador ocupa a décima primeira colocação no ranking, mas caso conquiste um bom resultado pode subir várias posições. 

Em 2009, o atleta acabou eliminado nas quartas de final do evento baiano do tour mundial diante do catarinense Eder Luciano. Segundo o atleta, neste ano, a meta é melhorar o resultado e sair da Bahia com o título.

Solé quer subir



Atual vice-líder do ranking sul-americano profissional e líder do Alas Tour 2010, o circuito latino-americano de surf, a peruana Valerie Solé entrou para história do surf de seu país ainda cedo.

No ano de 2008, com apenas 16 anos, ela tornou-se a atleta mais jovem do Peru a participar de uma etapa do World Tour.

A estreia aconteceu em casa, no Movistar Classic Mancora, e o resultado não foi muito expressivo: Valeria acabou eliminada logo na repescagem. Mas isso era o que menos interessava à jovem surfista naquela época.

Considerada a maior promessa da nova geração peruana, Valeria pôde competir pela primeira vez ao lado de grandes nomes do esporte, como a lenda australiana Layne Beachley, sete vezes campeã mundial, ou a então campeã, Stephanie Gilmore, hoje três vezes vencedora do WT.

Aos 19 anos, Valerie Solé já é tricampeã nacional e luta no Maresia Girls International pelo seu segundo título no WQS desta temporada - venceu a primeira etapa do circuito em casa - o Movistar Pro Peru, válido como etapa de nível 1 estrela da divisão de acesso ao circuito mundial da ASP.

A atleta, que já compete há muitos anos no Brasil, busca experiência entre as melhores surfistas do mundo inscritas na competição em Floripa, a penúltima etapa do WQS deste ano.

"É muito bom participar de um evento desta importância. Este ano quero ganhar experiência e conhecer mais ou menos como é o circuito e suas ondas. Estou muito contente por participar da competição e treinar em ondas tão diferentes", revela Solé, que terminou o ranking sul-americano Pro Junior de 2010 na quinta colocação.

Valeria está na 46º posição no ranking Feminino do WQS, que classifica apenas seis surfistas ao WT, mas alça voos maiores no circuito internacional já na próxima temporada.

"Em 2011 quero correr todas as etapas do WQS. A etapa que ganhei no Peru foi muito importante para mim e já vi como funciona o circuito. Pretendo viajar a lugares como Europa e Austrália na próxima temporada", afirma Solé.

Apesar da pouca idade, a atleta tem patrocínio de uma grande empresa de surfwear, mas revela que no Peru o apoio ao surf feminino não é tão grande assim.

"É difícil encontrar patrocínio para jovens atletas no Peru, mas vejo que aqui é parecido também. É super estranho e triste ver atletas do nível de Diana Cristina, por exemplo, com dificuldades para encontrar patrocínio. Às vezes falta apoio para viajarmos mais, mas assim seguimos em frente e não podemos desistir", finaliza a jovem peruana.

Nesta terça-feira (21/9), Valeria tem uma parada dura logo na primeira fase do Maresia Girls International. A atleta encara na quarta bateria do dia as brasileiras Silvana Lima e Marina Rezende e a japonesa Mizuki Hagiwara.

O Maresia Girls International WQS 2010 é válido como etapa 6 estrelas da divisão de acesso ao Circuito Mundial Feminino e também define as campeãs sul-americanas da temporada.

Ranking do WQS Feminino 2010 depois de nove etapas

1 Sally Fitzgibbons (Aus) - 12.120 pontos
2 Laura Enever (Aus) - 11.400
3 Courtney Conlogue (EUA) - 10.920
4 Tyler Wright (Aus) - 10.320
5 Claire Bevilacqua (Aus) - 9.240
6 Paige Hareb (Nzl) - 8.640
6 Alana Blanchard (Haw) - 8.640
6 Cannelle Bulard (Reu) - 8.640
9 Jacqueline Silva (Bra) - 8.520
9 Nicola Atherton (Aus) - 8.520
19 Bruna Schmitz (Bra) - 7.320
25 Cláudia Gonçalves (Bra) - 6.840
30 Suelen Naraisa (Bra) - 6.240
46 Valeria Solé (Bra) - 3.740

Ranking Feminino Profissional da ASP South America 2010 depois de duas etapas

1 Anali Gomez (Per) - 1048 pontos         
2 Valeria Solé (Per) - 860       
3 Gabriela Leite (Bra) - 730     
4 Bruna Schmitz (Bra) - 730 
  
5 Ornella Pellizzari (Arg) - 715  
6 Luana Coutinho (Bra) - 610   
7 Diana Cristina (Bra) - 610   
8 Silvana Lima (Bra) - 500   
9 Priscila Godin (Bra) - 500   
10 Jacqueline Silva (Bra) - 500

Boat trip de sonho



Cheguei a Bali e encontrei uma grande amiga, a surfista profissional Marina Werneck, que me esperava na casa da também surfista Martha Booke.

Depois de dez dias fotografando as meninas em Uluwatu, com ondas pequenas e perfeitas, resolvemos ficar um final de semana em G-land, ilha de Java. A previsão indicava que poderíamos pegar um início de swell muito bom.

Já no speed boat, que nos levou para G-land, pouco antes de chegar ao pico, sentimos que as ondas tinham ótima formação, mas ainda estavam pequenas. 

Por isso, resolvi registrar momentos de surf e lazer da Martha e da Marina. Elas surfaram Kongs e Money Trees. No último dia, quando o swell resolveu dar um sinalzinho de vida, Speedies funcionou e a sessão de fotos rolou solta.

No dia 3 de agosto fiz minha mochila e segui rumo as sonhadas ilhas Mentawaii para mais uma etapa da viagem.

No dia 4, saí na minha primeira boat trip no barco dos meus amigos Kadu Maia e Marlon Bezrutchka. Eles conhecem muito bem a área devido a dedicação e tempo investido nas ondas da Sumatra. Com certeza estaria no lugar certo na hora exata.

Fiquei impressionada e fascinada com a variedade de ondas. Um cenário perfeito me cercava 24 horas por dia. Através das minhas lentes, tudo parecia fazer mais sentido. Congelava cada momento. Cada click um presente do momento presente. 

Um pôr-do-sol reenergizante, um nascer do dia alto astral, a água transparente, os peixes diferentes que visitam o barco diariamente, os corais vivos - a diversidade marinha do lugar é realmente surpreendente.

Nos momentos em que eu conseguia largar minha câmera ia direto para dentro d‘água. Dar uma remada, surfar nas marolas perfeitas que encontrava pelo caminho ou mesmo tirar um sarro de “wakeboard” com o pranchão que encontrei no barco. A terapia diária consistia em mergulhar com os peixes e corais mais coloridos que já vi. Remédio anti-stress dos melhores.

Foi amor à primeira vista pela “boat life”. Desde então continuo no barco dos amigos brasileiros. Fotografo o surf dos profissionais e surfistas de alma. Assim recolho material para meus projetos no Brasil. Voltar? Só no final da temporada. Terima kasih!

Surfista de 17 anos bate Simão e leva o primeiro título como profissional



Krystian Kymmerson, de 17 anos, abusou dos aéreos na Praia de Itaúna, em Saquarema, derrotou o carioca Simão Romão e conquistou seu primeiro título como profissional. Foi na terceira e última etapa da Seletiva de Surfe Masculino, uma das portas de entradas para o Brasil Tour, circuito brasileiro profissional.

Simão Romão, que tem no currículo dois títulos na etapa do Arpoador do WQS, a divisão de acesso mundial, elogiou o adversário. Na decisão, Krystian somou 12,00 pontos, contra 11,03 do carioca.

- Não dei sorte na final. Mas acho que realmente era a vez de o Krystian ganhar. Ele tem muito talento e vai longe - disse.
 
 Krystian Kymmerson e Simão Romão podio da Seletiva Petrobras em Saquarema 
 
Krystian (esquerda) e Simão Romão comemoram no pódio

Salvo por repescagem, Kelly Slater diz que novo formato o deixou relaxado



Sempre assediado e pressionado, Kelly Slater brincou com os amigos, tirou fotos com os fãs, deu seguidas entrevistas e até atacou de repórter durante a última semana. Na água, foi recompensado com o tetracampeonato de Trestles e deu um grande passo rumo ao décimo título do Circuito Mundial. Segundo ele, um dos motivos de sua tranquilidade nos últimos dias foi o novo formato, que acabou o salvando da eliminação na quarta fase.

Depois da etapa do Taiti, vencida por Andy Irons em uma final contra Slater, a elite mundial foi reduzida de 45 para 32 surfistas. Os campeonatos, embora mais enxutos, ganharam duas repescagens. O americano, que perdeu na quarta fase para o australiano Owen Wright, se beneficiou da regra.
 
- O novo formato é bom para os fãs. Eles têm a chance de nos ver surfar mais. Além disso, mudou a minha forma de competir. Na quarta fase, eu estava me divertindo lá na água quando, apenas na metade da bateria, me dei conta de que estava competindo. Eu fui muito mal naquela bateria, mas é um bônus. Se você vence, ganha uma fase de descanso. Se perde, surfa de novo. Acho que, no geral, foi bom. Nos faz surfar uma vez mais, mas eu não me incomodo nem um pouco.

Futuro papai, Bede, vice em Trestles, vai abrir mão da etapa portuguesa



Bede Durbidge ficou perto do bicampeonato em Trestles, mas parou diante do maior especialista naquelas ondas, o americano Kelly Slater. O australiano, em sexto do ranking e já sem chances de conquistar o caneco da temporada, vai disputar a etapa da França, a partir de sábado e, depois, voltará para casa, em vez de seguir para Portugal. Motivo? Sua esposa, Tarryn, está grávida. Para ajudar no chá de bebê, Bede leva os U$$ 30 mil que ganhou de premiação na Califórnia.

O resultado em Trestles foi o melhor de Bede na temporada. Ele, que tem três vitórias na carreira, tinha alcançado as semifinais na África do Sul. Com 24.250 pontos, não tem chances de superar Slater, primeiro colocado (40.000 pontos).

- Eu tenho um bebê a caminho, então foi muito bom obter este resultado aqui. Não poderei competir em Portugal, por isso que foi tão importante. Parabéns ao Kelly Slater. Ele é o cara aqui, sempre perigoso. Foi uma boa final - disse Bede.
 
A sétima etapa da temporada começa no sábado, na França. Depois, a elite segue para Portugal, Porto Rico e Havaí.

Em Portugal, Heitor fatura o segundo WQS seis estrelas consecutivo



Heitor Alves parece ter embalado de vez na divisão de acesso. Ex-integrante da elite mundial, o cearense conquistou neste sábado a segunda etapa seis estrelas seguida. O triunfo foi nas ondas da Praia de Cabedelo, em Figueira da Foz (POR). Na decisão, Heitor somou 15,10 pontos, contra 9,50 do australiano Yadin Nicol.

Com a vitória, Heitor fica na 22ª colocação do ranking unificado, que classificará os 32 primeiros para a elite mundial de 2011.

- Ainda estou em busca de outro resultado, pois o WQS é muito difícil – disse.
O Brasil chegou ao sábado com quatro representantes. Depois de vencer uma bateria, o paulista Wiggolly Dantas perdeu para Heitor. O carioca Leo Neves também caiu nas quartas, diante de Nicol, que antes tinha despachado o paraibano Jano Belo.
 
Final:
Heitor Alves (BRA) 15.10 x 9.50 Yadin Nicol (AUS)
 
Semifinais:
1: Heitor Alves (BRA) 14.07 x Jonathan Gonzalez (CNY) 13.50
2: Yadin Nicol (AUS) 10.83 x Tanner Gadauskas (USA) 8.66
 
Quartas de final:
1: Heitor Alves (BRA) 14.30 x Wiggolly Dantas (BRA) 10.33
2: Jonathan Gonzalez (ESP) 13.07 x Gony Zubizarreta (ESP) 10.70
3: Tanner Gadauskas (EUAA) 12.60 x Tim Boal (FRA) 12.43
4: Yadin Nicol (AUS) 10.40 x Leonardo Neves (BRA) 8.03
 
Oitavas de final:
1: Wiggolly Dantas (BRA) 12.93 x Austin Ware (EUA) 12.30
2: Heitor Alves (BRA) 12.67 x Richard Christie (NZL) 10.96
3: Gony Zubizarreta (ESP) 11.07 x Rudy Palmboom (AFS) 9.83
4: Jonathan Gonzalez (ESP) 9.83 x Marc Lacomare (FRA) 6.70
5: Tanner Gadauskas (EUA) 17.84 x Royden Bryson (AFS) 9.00
6: Tim Boal (FRA) 14.90 x Shaun Joubert (AFS) 11.40
7: Yadin Nicol (AUS) 14.57 x Jano Belo (BRA) 10.90
8: Leonardo Neves (BRA) 13.66 x Glen Hall (IRL) 9.60

Slater leva o tetra em Trestles e dá grande passo rumo ao décimo caneco



Kelly Slater começou o dia surfando sozinho em Trestles e fechou o sábado cercado pela multidão, com um troféu entre os braços. Na quartas de final, espantou um fantasma que o importunava há tempos – o australiano Owen Wright -, assumiu a ponta do ranking e, garantido no topo, derrubou o atual campeão mundial, Mick Fanning. Na decisão, despachou o terceiro aussie seguido, Bede Durbidge, com direito a uma nota 9,53. Conquistou o tetra da etapa e viu o caminho para o décimo título mundial ficar mais fácil. Com a vitória, a 43º da carreira, o americano de 38 anos ganhou 10.000 pontos no ranking e abriu 4.500 de vantagem sobre o sul-africano Jordy Smith. De quebra, viu sua conta bancária aumentar em US$ 75 mil (cerca de R$ 130 mil). 

Trestles foi o segundo triunfo de Slater em 2010. Ele tocou o sino de Bells Beach ao bater o atual campeão mundial e anfitrião, Fanning. Na Califórnia, ele defendia a taça da etapa.
- Ainda tem quatro campeonatos - disse Slater.

Adriano de Souza, o Mineirinho, e Jadson André, únicos brasileiros que sobreviveram ao corte depois do Mundial do Taiti, pararam na terceira fase. A sétima etapa começa no sábado, na França. Depois, a elite segue para Portugal, Porto Rico e Havaí.

Kelly Slater campeão em Trestles 
Slater aquece antes de entrar em ação 

O dia 18 de setembro foi um sábado um tanto estranho em Trestles. Carrasco de Mineirinho, Kieren Perrow voltou a surpreender e eliminou o americano CJ Hobgood, campeão do mundo em 2001. CJ continuou na água e fez companhia a Kelly Slater, já que Chris Davidson não tinha dado as caras. Relaxado, o americano aproveitou para treinar. O público, para admirar.

O segundo desafio de Slater seria justamente contra o australiano Owen Wright, que ficou conhecido em 2009 por tê-lo eliminado na etapa de Bells. E em Trestles, Owen repetiu a dose ao mandar o americano para a repescagem da quinta fase. Neste sábado, foi a vez da virada. Slater venceu depois de ter visto o adversário tirar 9,20. Escolheu o lado direito da mesma onda, e a nota 7,93 foi suficiente para garantir a vitória.

O maior presente, no entanto, veio na bateria seguinte, e de outro australiano. Bede derrotou Jordy Smith e empurrou Slater para o topo. O terceiro da lista também tombou. Mesmo com uma das melhores ondas do campeonato, Taj Burrow perdeu para Reynolds.

Mick Fanning perde nas semifinais em Trestles 
Mick parou nas semifinais 
 
Para ir à final, Slater precisaria passar pelo único surfista que, nos últimos anos, o destronou: Mick Fanning. O aussie, no entanto, via quase tudo dar errado. Chegou a ficar em combinação. Saiu dela a 8 minutos do fim, mas não conseguiu parar o americano.

Com a vaga na final, surgiu uma preocupação. Slater trazia na memória uma lembrança ruim de 2006. Naquele ano, até então pouco expressivo Bede Durbidge o derrotou na decisão e conquistou sua primeira vitória no Circuito Mundial.

- Quero surfar contra o Dane. Surfei contra o Bede em uma final aqui antes – dizia o americano depois das semifinais.

A torcida não adiantou. Bede venceu Reynolds, frustrando a torcida.

Bede Durbidge vai à final em Trestles 
Bede  termina em segundo 
 
Era hora da final. Slater, ansioso, foi na primeira onda, caiu dela e deixou a prioridade para o adversário. Bede deu duas rasgadas: 5,50. Kelly respondeu com um 7,90. Cinco minutos depois, uma ainda melhor - 8,60 para deixar o australiano em combinação. Bede corria atrás de 16,51.

Slater passou então a brincar. Parecia estar sozinho, assim como na primeira bateria do dia. Arriscava manobras, era aplaudido pelo público. Parecia - e estava - a um passo da vitória.

A sete minutos do fim, uma série se formou no outside. Os dois surfistas remaram. O americano pegou um longo tubo e foi segurando a onda até a beira, com cut backs: 9,53. O australiano deu um 360 no lip da onda, voou em um aéreo e finalizou com um manobra forte: 8,20. Bede saiu da combinação, mas precisava de 9,93.

Slater foi até a beira e pegou uma faixa de cabelo. Ela, que na véspera não tinha dado sorte, agora marcava a vitória. Saiu da água, deu alguns passos sobre as pedras da areia de Trestles e, já sem a fita, segurou uma bandeira dos Estados Unidos. Foi carregado até o palanque. Passos, agora, só rumo ao décimo título mundial.
 
Final:
Kelly Slater EUA 18,12 x 14,13 Bede Durbidge AUS
 
Semifinais:
1. Kelly Slater EUA 15,87 x 10,43 Mick Fanning AUS
2. Bede Durbidge AUS 11,67 x 5,63 Dane Reynolds EUA
 
Quartas de final:
1. Mick Fanning AUS 12,60 x 8,20 Kieren Perrow AUS
2. Kelly Slater EUA 17,03 x 15,97 Owen Wright AUS
3. Bede Durbidge AUS 13,27 x 11,87 Jordy Smith AFS
4. Dane Reynolds EUA 14,80 x 12,90 Taj Burrow AUS
Quinta fase/repescagem:
1. Kieren Perrow AUS 13,76 x 10,50 CJ Hobgood EUA
2. Kelly Slater EUA 13,66 x - Chris Davidson AUS (W.O.)
3. Bede Durbidge AUS 11,40 x 7,47 Adrian Buchan AUS
4. Dane Reynolds EUA 12,04 x 10,73 Damien Hobgood EUA
 
Top 5 do ranking:
1. Kelly Slater EUA 40.000
2. Jordy Smith AFS 35.500
3. Taj Burrow AUS 30.500
4. Dane Reynolds EUA 30.250
5. Mick Fanning AUS 29.500

Todos os campeões no Mundial da Califórnia:
2010: Kelly Slater (EUA)
2009: Mick Fanning (AUS)
2008: Kelly Slater (EUA)
2007: Kelly Slater (EUA)
2006: Bede Durbidge (AUS)
2005: Kelly Slater (EUA)
2004: Joel Parkinson (AUS)
2003: Richie Lovett (AUS)
2002: Luke Egan (AUS)
2000: Andy Irons (HAV)
1999: Neco Padaratz (BRA)
1998: Andy Irons (HAV)
1997: não teve
1996: Kaipo Jaquias (HAV)
1995: Rob Machado (EUA)
1994: Shane Beschen (AUS)
1993: não teve
1992: não teve
1991: Barthon Lynch (AUS)
1990: Todd Holland (EUA)
1989: Richie Collins (EUA)
1988: Tom Curren (EUA)
1987: Barthon Lynch (AUS)
1986: Mark Occhilupo (AUS)
1985: Mark Occhilupo (AUS)
1984: Tom Curren (EUA)
1983: Tom Curren (EUA)
1982: Cheyne Horan (EUA)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Ataque duplo em Trestles



Os brasileiros Adriano de Souza e Jadson André estrearam de forma brilhante no Hurley Pro 2010, etapa do World Tour que rola em Lower Trestles, Califórnia (EUA). 

Neste domingo, em boas ondas de 1 metro, a dupla detonou no outside e avançou direto à terceira fase.

Adriano foi o primeiro a entrar em ação. Na segunda bateria do dia, ele somou notas 7.00 e 7.50 para vencer uma dura batalha contra o australiano Adam Melling e o californiano Brett Simpson.

Os adversários chegaram junto e também fizeram boas apresentações. Melling somou duas notas 7.23 e Simpson arrancou a maior nota da bateria (7.83), mas teve 6.00 pontos na segunda melhor onda e caiu para a repescagem.

No nono duelo, Jadson não tomou conhecimento dos adversários e deixou o norte-americano CJ Hobgood e o havaiano Dusty Payne precisando de combinação de notas.

Inspirado, o potiguar voador descolou 8.60 e 8.43 nas duas melhores ondas, dando-se ao luxo de descartar 7.93 e 5.93.

Ainda na primeira fase, o líder do ranking Jordy Smith não deu mole e passou com tranquilidade pelo convidado californiano Rob Machado e o aussie Kai Otton.

Segundo colocado no Tour, o nove vezes campeão mundial Kelly Slater também jogou duro e bateu o australiano Luke Stedman e o jovem convidado local Kolohe Andino.

Embalado pela vitória em Teahupoo, o tricampeão mundial Andy Irons surfou muito bem na primeira fase e derrotou o português Tiago Pires e o aussie Tom Whitaker.

Atual campeão mundial e defensor do título em Trestles, o australiano Mick Fanning superou o californiano Taylor Knox e o sul-africano Travis Logie.

Depois de perder para o aussie Chris Davidson na primeira fase, o californiano Dane Reynolds recuperou-se e triturou o jovem Kolohe Andino na abertura da repescagem.

Dane arrepiou em Trestles e somou 8.33 e 9.37 para deixar Andino em combinação.

Faltam sete baterias para o término da segunda fase. Uma nova chamada acontece ao meio-dia desta segunda-feira (horário de Brasília) para avaliação das condições do mar em Trestles.

Primeira fase do Hurley Pro Trestles

1 Chris Davidson (Aus) 13.33, Dane Reynolds (EUA) 12.94, Luke Munro (Aus) 10.33
2 Adriano de Souza (Bra) 14.50, Adam Melling (Aus) 14.46, Brett Simpson (EUA) 13.83
3 Mick Fanning (Aus) 14.40, Taylor Knox (EUA) 13.30, Travis Logie (Afr) 13.04
4 Taj Burrow (Aus) 16.10, Gabe Kling (EUA) 12.67, Patrick Gudauskas (EUA) 11.70
5 Jordy Smith (Afr) 15.16, Rob Machado (EUA) 11.47, Kai Otton (Aus) 9.67
6 Kelly Slater (EUA) 13.27, Luke Stedman (Aus) 10.10, Kolohe Andino (EUA) 8.43
7 Matt Wilkinson (Aus) 13.50, Bede Durbidge (Aus) 13.26, Jeremy Flores (Fra) 12.93
8 Michel Bourez (Tah) 16.24, Daniel Ross (Aus) 15.23, Bobby Martinez (EUA) 13.33
9 Jadson André (Bra) 17.03, CJ Hobgood (EUA) 11.93, Dusty Payne (Haw) 10.40
10 Andy Irons (Haw) 15.04, Tiago Pires (Por) 12.57, Tom Whitaker (Aus) 5.23
11 Adrian Buchan (Aus) 14.47, Owen Wright (Aus) 13.66, Roy Powers (Haw) 8.50
12 Damien Hobgood (EUA) 12.93, Kieren Perrow (Aus) 12.67, Fred Patacchia (Haw) 11.26

Segunda fase

1 Dane Reynolds (EUA) 17.70 x Kolohe Andino (EUA) 11.10
2 Bede Durbidge (Aus) 12.33 x Rob Machado (EUA) 10.77
3 Gabe Kling (EUA) 12.17 x Bobby Martinez (EUA) 11.44
4 CJ Hobgood (EUA) 12.16 x Travis Logie (Afr) 9.93
5 Brett Simpson (EUA) 10.93 x Fred Patacchia (Haw) 10.77

Baterias pendentes da segunda fase


6 Owen Wright (Aus) x Luke Munro (Aus)
7 Tiago Pires (Por) x Daniel Ross (Aus)
8 Jeremy Flores (Fra) Dusty Payne (Haw)
9 Adam Melling (Aus) x Tom Whitaker (Aus)
10 Taylor Knox (EUA) x Roy Powers (Haw)
11 Patrick Gudauskas (EUA) x Kieren Perrow (Aus)
12 Kai Otton (Aus) x Luke Stedman (Aus)

Bino domina Itacaré



O baiano Bino Lopes fez a festa no Pena Pro Nordeste, etapa do circuito nordestino profissional encerrada neste domingo, em ondas de 1 metro e formação regular na praia da Tiririca, Itacaré (BA).

Com uma atuação de alto nível na final, o atleta de Vilas do Atlântico somou notas 9.17 e 7.17 para levar a taça e o cheque de R$ 8 mil.

É a terceira vitória de Bino no Nordestino Pro. O atleta havia faturado as provas em Stella Maris (2009) e Fernando de Noronha (2010).

Na decisão, o baiano superou o cearense Michel Roque (3o) e os conterrâneos Alandreson Martins (2o) e Rudá Carvalho, quarto colocado.

Pena Tríplice Coroa Depois de conseguir uma virada emocionante na última onda na semi e barrar o potiguar Alan Jhones e o conterrâneo Franklin Serpa, Bino garantiu a passagem ao Hawaii oferecida ao vencedor da Pena Tríplice Coroa.

Para levar o prêmio, o atleta de Villas do Atlântico venceu a etapa nas pesadas ondas de Fernando de Noronha, ficou em 17o lugar em Várzea do Una (PE) e arrebentou em Itacaré.

De quebra, Bino ressume a liderança do ranking nordestino e deixa para trás o conterrâneo Bruno Galini, nono colocado na praia da Tiririca. Galini vinha muito bem na competição, mas não entrou em sintonia com as ondas nas quartas e caiu diante de Franklin Serpa (1o) e Bino Lopes (2o), com o potiguar John Max amargando a terceira posição.

As semifinais pegaram fogo em Itacaré e foram decididas na última onda. Primeiro foi a vez de Bino Lopes estragar a festa de Alan Jhones e avançar atrás do local voador Alandreson Martins.

Em seguida, Rudá Carvalho achou uma direita salvadora nos últimos segundos e acertou um aéreo double grab para arrancar 5.17 dos juízes.

Pior para o potiguar Marcelo Nunes, ex-top da elite mundial. Nunes ocupou a zona de classificação durante boa parte do tempo e caiu para terceiro na bateria dominada pelo cearense Michel Roque.

O cearense Adilton Mariano teve dificuldades para achar boas ondas e também deu adeus à competição.

Air Show Ainda neste domingo, a Pena promoveu uma bateria especial de áereos. Com um kerrupt nos minutos finais, o cearense Isaías Silva levou a melhor na briga com o conterrâneo Adilton Mariano, que vinha na frente. O voo rendeu R$ 1 mil a Isaías.

Confira mais informações e galeria de fotos em nossas próximas reportagens.

Resultado do Pena Pro Nordeste em Itacaré
1 Bino Lopes (BA)
2 Alandreson Martins (BA)
3 Michel Roque (CE)
4 Rudá Carvalho (BA)
5 Alan Jhones (RN)
5 Marcelo Nunes (RN)
7 Franklin Serpa (BA)
7 Adilton Mariano (CE)
9 César Aguiar (PE)
9 John Max (RN)
9 Bruno Cainan (SE)
9 Thiago de Sousa (CE)
13 Bruno Galini (BA)
13 Erbeliel Andrade (PB)
13 Willy Correia (BA)
13 Igor Morais (RJ)

Tininha coroada em Camboriú



Terminou neste domingo, em ondas de meio metro e séries maiores, a segunda etapa do Circuito Petrobras de Surf Feminino 2010 - Troféu Deborah Farah, que está na sua nona edição e pela primeira vez aconteceu em Santa Catarina. 

O evento foi um sucesso e reuniu as melhores surfistas do país na praia Central de Balneário Camboriú (SC), finalizando com mais uma vitória da paraibana Diana Cristina na categoria Profissional.

Tininha segue na liderança do ranking com 3000 pontos. Desde o começo da bateria, a paraibana não deu nenhuma chance às adversárias, e logo na primeira onda já mostrou que queria a vitória em Balneário Camboriú, fazendo 7.50 pontos numa esquerda que abriu e proporcionou boas manobras.

 
Paraibana segue líder do ranking. Foto: Rick Werneck.
 
Na sequência, Diana já pegou outra boa onda e marcou mais 7.10 pontos para confirmar sua vitória na categoria Profissional e registrar o maior somatório da competição.  

Completaram o pódio a carioca Taís de Almeida na segunda colocação, as catarinenses Jacqueline Silva na terceira colocação e Juliana Quint na quarta colocação.

“Essa é a minha primeira vez aqui em Balneário Camboriú, e eu achei que não ia ter ondas, mas o mar me surpreendeu, achei boas ondas na bateria e estou muito feliz com mais esta vitória no Circuito Petrobras”, declarou Tininha, muito empolgada com mais uma vitória.

Nas categorias de base, a cearense Estefany Freitas foi a grande campeã na categoria Open, somando 12.67 pontos; na categoria Júnior, a paranaense Jessica Bianca venceu somando 9.57 pontos e nas categorias Mirim e Infantil, vitória da cearense Larissa dos Santos, grande promessa do surf brasileiro feminino, com 9.24 pontos na Mirim e 10.03 pontos na categoria Infantil.

O Circuito Petrobras de Surfe Feminino distribui R$ 15 mil de premiação, mais 1500 pontos no ranking Brasil Tour Feminino em cada etapa e oferece também o troféu Brigitte Mayer à atleta revelação da temporada.  

O circuito começou no Guarujá, passou por Balneário Camboriú neste fim de semana, e a grande final vai acontecer na praia de Geribá, em Búzios (RJ), dias 30 e 31 de outubro, definindo as seis classificadas pelo ranking do circuito para o Brasil Surf Pro Feminino 2011, elite nacional do surf feminino brasileiro.

Resultados da segunda etapa

Profissional

1 Diana Cristina (PB)
2 Taís de Almeida (RJ)
3 Jacqueline Silva (SC)
4 Juliana Quint (SC)

Open

1 Stephanie Freitas (CE)
2 Nayara Silva (CE)
3 Evelyn Conceição (SC)
4 Natalie Paola (SP)

Júnior

1 Jessica Bianca (PR)
2 Kaena Brandi (SP)
3 Stephanie Freitas (CE)
4 Isabela Lima (RJ)

Mirim

1 Larissa dos Santos (CE)
2 Letícia Freitas (SP)
3 Barbara Segatto (ES)
4 Karol Ribeiro (RJ)

Infantil

1 Larissa dos Santos (CE)
2 Sandra Maria (SP)
3 Karol Ribeiro (RJ)
4 Leticia Cavalcanti (CE)

Leco apavora os tops



O santista Leco Salazar levantou a torcida brasileira ao vencer a quarta etapa do Circuito Mundial de Stand Up, que aconteceu durante o Ibiraquera Wave Contest, no último dia 8 de setembro em Imbituba (SC).

Depois de ficar com o vice-campeonato brasileiro e conquistar a vaga para o evento principal, o atleta já figurava entre os favoritos e boa parte dos competidores começou a prestar atenção no seu equipamento.

Um deles, o havaiano Garret Mcnamara, acabou competindo com uma das pranchas do santista, que são shapeadas por Neco Carbone.

Como bônus de seus patrocinadores, Leco agora vai acompanhar todas as etapas do circuito mundial da categoria.


Schlickmann concorre ao prêmio



Além de Marco Giorgi, o catarinense Gustavo Schlickmann também disputa o prêmio de melhor vídeo no concorrido Innersection -  freesurfing platform, criado pelo cineasta Taylor Steele.

O objetivo do Innersection é criar uma batalha entre vídeos de free surf, em que o grande diferencial é que o público decide quem fica e quem é eliminado.

Com os vídeos no ar, as sessions vão a votação pela internet. Cada rodada qualifica cinco surfistas que vão para o novo DVD de Taylor Steele e ainda concorrem a US$ 100 mil no final do evento

O vídeo produzido por Schlickmann, em parceria com Bruno Bez, exibe as duas últimas viagens do atleta para a Califórnia, em maio deste ano, e para a Indonésia, em agosto.

O garoto exibe talento, técnica e um arsenal repleto de aéreos, barrels, combos e rabetadas. Para votar, basta fazer um login rápido no site confirmando email, clicar nas estrelas e adicionar um comentário.

Para obter mais informações, acesse o site Innersection.

Mauka estreia reality show



O big rider guarujaense Sylvio Mancusi comanda a partir deste sábado (11/9) no canal de TV por assinatura Multishow da rede Globosat, o reality Vida Lá Fora.

Durante seis meses, o surfista de 34 anos acompanhou a rotina de dez brasileiros — cinco deles paulistas — que moram na Califórnia e no Hawaii.

Todos surfam, profissionalmente ou não, e o objetivo do programa é exibir as alegrias e perrengues de quem mudou de vida só para estar perto de picos radicais.

"A ideia do programa veio durante as minhas viagens, quando fui fazendo vários amigos brasileiros que vivem no exterior. Sempre achei muito interessante e corajosa a atitude deles deixando tudo no Brasil para viver este sonho”, revela Mancusi.

Os personagens são bem diferenciados. Paramédicos, marceneiros, faxineiras, lutadores, fotógrafos, corretores de imóveis, mergulhadores, fabricante de pranchas, entre outros.

O Multishow está disponível no canal 42 dos serviços de TV por assinatura Net, Sky e TVA.