quarta-feira, 28 de julho de 2010

Rafael desbrava o México



Atual terceiro colocado no ranking Open do Circuito Brasileiro de Surf, o capixaba Rafael Teixeira, 17 anos, manda com exclusividade o clipe de sua primeira temporada nas ondas mexicanas.

O atleta ficou no país por 20 dias, entre os meses de junho e julho, junto dos amigos Thiago Barcelos e Lucas Silveira, supervisionados pelo técnico e filmaker Leandro Grilo.

De acordo com Rafael, a trip rendeu muito surf e foi possível conhecer todas as mais desejadas ondas do lugar. "Surfamos Puerto Escondido, Chacahua, Salinas, La Punta e Barra de La Cruz. A viagem foi muito produtiva e pegamos altas ondas", comenta empolgado.

Nos dois últimos anos, o capixaba reinou nas categorias de base do Espírito Santo. Por dois anos consecutivos conquistou os títulos de campeão estadual amador nas categorias Open, Mirim e Júnior.

Neste ano, o atleta está focado no Circuito Billabong Brasileiro de Surf. Após duas etapas, ocupa a terceira colocação no ranking da categoria Open e segue com chances de título.

Surf Attack reúne nova geração



A segunda etapa do Circuito Jamming Surf Attack promete movimentar a praia do Solemar, em Jacaraípe, no próximo final de semana (31 e 01/08).

O destaque da primeira etapa foi o atleta local Rodrigo Cardoso. Surfando a vontade no quintal de casa, Rodriguinho deu um show e venceu as categorias Mirim e Júnior.

Leandro Daska também fez bonito. Campeão da primeira etapa, o atleta segue confiante num bom resultado neste final de semana visando a passagem para o Peru, dada pelos organizadores do evento ao campeão do circuito.

A competição é válida pelo Circuito Serrano e homologada pela Federação Capixaba de Surf (FESURF-ES), o que possibilita a participação de todos os surfistas ranqueados no Circuito Estadual Amador.

Jamming Surf Attack 2010
Resultado da primeira etapa:

Mirim:
1º Rodrigo Cardoso
2º Rafael Matos
3º Keone Ferreira

Junior:
1º Rodrigo Cardoso
2º Lissandro Leandro
3º Renato Aguiar
4º Rafael Matos

Open:1º Leandro Daska
2º Márcio Zanoti
3º Levi Oliveira
4º Alexandre Rosa

Senior:1º Wanderson Ferreira
2º Márcio Zanotti
3º Oswaldo Vitorino
4º Alexandre Rosa

Longboard:1º Ricardo Reverse
2º Wanderson Ferreira
3º Marcolan
4º Melk de Souza

Mais informações:
(27) 8842-5423

  fonte: Vitor Gozzer

Sub-16: Rodriguinho é vice


Após despachar favoritos ao título, Rodrigo Cardoso chegou à bateria final do Quiksilver King of the Groms, encerrado neste domingo (dia 25), na Praia de Itamambuca, em Ubatuba.

A competição, com ondas de até um metro, reuniu surfistas com até 16 anos de idade e definiu o primeiro brasileiro para a final mundial do evento, na França, no final de setembro.

Dono das melhores atuações em toda a competição, Filipe Toledo "reinou em casa" na seletiva inicial do Quiksilver King of the Groms..

Para garantir a vitória, Filipinho precisou superar o capixaba de Jacaraípe Rodrigo Cardoso.

Com o apoio da torcida e muitos familiares, incluindo o pai, Ricardo Toledo, ex-bicampeão brasileiro de surf profissional e hoje técnico, o surfista de Ubatuba mostrou estar credenciado à vaga, desde a sua primeira atuação. Foi o dono das quatro melhores somatórias e das quatro maiores notas do final de semana.

Nas duas primeiras fases, onde os surfistas competiam e buscavam as melhores somatórias para se classificar entre os 16 primeiros, ele foi o dono das melhores notas, incluindo a maior do evento, 9,25. Já no round 3, ficou em segundo, superado, justamente por Rodrigo Cardoso (por uma diferença só de meio ponto), que viria a enfrentar novamente na decisão.

Na finalíssima, com 25 minutos de duração, Filipinho usou muita estratégia e se aproveitou do total conhecimento do pico. Rodrigo Cardoso pegou as quatro primeiras ondas, mas todas fracas. Então, depois de aguardar no outside por 16 minutos, o campeão pegou uma direita, explorou bem a onda para garantir 8,75 e abrir o caminho para a vitória. Na sequência mais duas ondas, com um 3,5 e um 6,5, liquidando a fatura - 15,25 a 5,05.

Rodriguinho, vice-campeão da etapa, apesar da derrota, saiu feliz do mar. Na fase inicial, ele foi o décimo melhor. Depois, superou Filipinho no round 3, o que lhe deu segurança, e no domingo enfrentou Fábio Pereira, de São Sebastião, e Cainã Barletta, de Florianópolis. Na final, não achou boas ondas e sua melhor nota foi um 2,55.

"Eu e Filipe somos grandes amigos, então foi bom disputar a final com ele. Estava meio nervoso no começo e acabei me desconcentrando, indo em qualquer onda. O Filipe soube usar a prioridade e mereceu a vitória", esclareceu Rodrigo, acrescentando detalhes dentro do mar. "Quando vi a nota 8,75 dele eu falei: Vai devagar ai e demos risada. Foi divertido", contou. "Agora vou mais motivado para a segunda seletiva e querendo essa vaga", completou Rodrigo, que garantiu R$ 500,00 de premiação.

O Quiksilver King of the Groms reúne surfistas com até 16 anos de idade e garante ao vitorioso da etapa uma vaga à final do mundial do evento, realizado em paralelo ao Quiksilver Pro France, etapa do World Tour, em Hossegor, a partir do dia 23 de setembro.

São 16 surfistas classificados em todo o mundo. As seletivas do Brasil, Austrália, Estados Unidos e Europa garantem dois classificados. Já no Havaí, África do Sul, Nova Zelândia, Indonésia, Ilhas Reunião, Japão, Taiti e Argentina, garantem um concorrente cada.

A segunda disputa brasileira será realizada nos 7 e 8 de agosto, em Itajaí (SC), com a escolha da praia que oferecer melhores condições de ondas.

Líder do Circuito Mundial, Jordy Smith decepciona em etapa do WQS



Jordy Smith queria apenas manter o ritmo, mas seus planos foram por água abaixo nesta quarta-feira, nas ondas de Outer Kom, na Cidade do Cabo. Em casa, o líder do Circuito Mundial aproveitava o intervalo no calendário para disputar uma etapa quatro estrelas da divisão de acesso. Caiu em sua segunda bateria, na terceira fase, duas antes das oitavas de final.

No início da manhã, Jordy venceu sua bateria de estreia. Classificado à terceira fase, encarou um confronto difícil, contra três compatriotas. Entre eles, o ex-integrante da elite Greg Emslie e Sean Holmes, destaque da etapa do Mundial em Jeffreys Bay.

Jordy, que venceu em J-Bay, chegou a liderar a bateria quando tirou 4,83. Sua segunda nota, porém, foi apenas 4,87. Viu Greg assumir a ponta com 6,50 e ser ultrapassado Matthew Bromley, que arrancou 6,33 e 5,37 em suas duas melhores ondas. Greg, porém, deu o troco no fim e, com 7,67, garantiu a vitória. Para superar Matthew, segundo colocado, Jordy precisaria de 7,80.
 
O próximo desafio de Jordy no Circuito Mundial será apenas em agosto. Ele se juntará a Kelly Slater, Mick Fanning & cia a partir do dia 23, em Teahupoo, no Taiti.

De férias e em casa, líder Jordy Smith disputa WQS como 'aquecimento'



Depois de conquistar, em casa, sua primeira vitória na elite e, de quebra, assumir a liderança do ranking, Jordy Smith não quis perder o ritmo. O sul-africano de 22 anos vai disputar, a partir desta quarta-feira, na Cidade do Cabo, uma etapa do WQS, a divisão de acesso. O campeonato, de nível quatro estrelas, será apenas um "aquecimento", já que ele só reencontrará Kelly Slater, Mick Fanning & cia no dia 23 de agosto, no Taiti.

Jordy vem de duas vitórias seguidas em casa. Antes de competir em Jeffreys Bay, disputou o WQS de Durban e também foi campeão. Em Outer Kom, na Cidade do Cabo, ele vai estrear direto na segunda fase, contra Antonio Bortoletto, Dane Staples e Neil Zietsman. Todos sul-africanos.

Outro sul-africano integrante da elite mundial, Travis Logie estreou nesta terça-feira e, com 12,16 pontos, se classificou para a terceira fase ao superar os compatriotas Josh Salie, Chad Schwab e Gary Van Wieringen.

A próxima etapa do Circuito Mundial começa no dia 23 de agosto, em Teahupoo, no Taiti. O defensor do título é o americano Bobby Martinez.

sábado, 24 de julho de 2010

Messias Felix e Tomas Hermes estreiam com vitória na Seletiva Petrobrás de Surfe Masculino



Os líderes dos rankings de 2010 e alguns campeões brasileiros triunfaram em suas estréias na Seletiva Petrobras de Surfe Masculino de Pernambuco na quinta-feira, dia 22 de julho, com céu nublado, chuva e vento maral forte na Praia do Cupe, em Ipojuca. No primeiro dia, mar mexido e ondas irregulares de 2-3 pés, mas algumas abriam mais parede para os surfistas apresentarem suas manobras.

O atual campeão brasileiro, Messias Felix, estreou com vitória na segunda bateria do dia. O número 1 de 2008, Gustavo Fernandes, passou em segundo na sua, mas o de 1997, Victor Ribas, foi barrado na disputa seguinte. O atual líder da Divisão de Acesso, Tomas Hermes, também saiu do mar em primeiro lugar na sua bateria, enquanto o número 1 do Brasil Surf Pro 2010, Alan Jhones, avançou em segundo no confronto vencido pelo único gaúcho da competição, Robson Gobbato.

“Foi massa! Estou com uma prancha de um amigo meu, o MM lá do Rosa (praia de Imbituba-SC), ele nem sabe que viajei com ela, é meio antiga, mas ela foi mágica pra mim nas ondas aqui”, falou Robson Gobbato, que veio para Pernambuco só para disputar a Seletiva Petrobras de Surfe Masculino. “Estou querendo voltar pra elite de novo e foi importante essa classificação. Estou me sentindo bem, surfando bem e conseguindo resultados, então essa vitória só deu mais confiança”.

O potiguar Alan Jhones passou em segundo, mas confirmou que seu objetivo para esta semana é repetir o título conquistado na primeira Seletiva Petrobras de 2010 na Praia do Rosa, Imbituba (SC), bem como a vitória do último domingo no Brasil Surf Pro na mesma praia do Cupe, quando assumiu a ponta na corrida pelo caneco de campeão brasileiro da temporada. Se conseguir, vai igualar o feito do paraibano Jano Belo dois anos atrás, que em duas semanas seguidas venceu as etapas da Divisão Principal e da Seletiva Petrobras.

“Eu estava querendo surfar, ganhar a bateria, mas o mar está difícil, mexido, muito vento. Fiquei esperando uma direita ali que não veio, mas bateria é isso mesmo e o importante era seguir em frente”, disse Alan Jhones, potiguar de Baía Formosa que só tem 21 anos de idade ainda. “Não achei boas ondas nessa bateria, mas minha vontade de ganhar este campeonato continua viva”.

Guardadas as devidas proporções, ele pode até fazer o mesmo que Jordy Smith, que venceu uma etapa do ranking de acesso do Circuito Mundial numa semana e na outra festejou igualmente a sua primeira vitória na divisão de elite em duas provas seguidas no seu país, África do Sul. Com isso assumiu a liderança nos dois rankings mundiais. Alan Jhones também está na sua região e ocupa o segundo lugar na Divisão de Acesso, mas o líder Tomas Hermes começou bem na Praia do Cupe e já avisou que não pretende perder a ponta do ranking na Seletiva Petrobras de Surfe Masculino.

Os dois fizeram a final da primeira etapa em Imbituba e o potiguar levou a melhor no estado do catarinense. “Pra gente lá do Sul é muito dificil surfar essa onda aqui do Nordeste, é mais fraca, não evolui as manobras e ainda bem que passei, mas não foi fácil não”, admitiu Tomas Hermes, que estreou com vitória na bateria anterior a do Alan Jhones. “Não consegui mostrar todo o meu surfe, mas passei em primeiro na bateria e vou tentar sair daqui ainda liderando o ranking, com certeza”.

CAMPEÕES BRASILEIROS - A Seletiva Petrobras de Surfe Masculino é a principal competição da Divisão de Acesso do Circuito Brasileiro e classifica quinze surfistas para a elite do surfe nacional. Os dois já fazem parte deste grupo e a grande meta de todos é o principal título brasileiro. O campeão atual é o cearense Messias Felix, que começou com vitória no segundo confronto da quinta-feira.

“O mar mudou muito desde cedinho, quando treinei aqui. O vento apertou, as ondas ficaram mexidas, mas deu pra fazer uma onda boa e uma regular para vencer a bateria”, contou Messias, que não disputou a primeira Seletiva Petrobras em Imbituba. “Eu estava na Austrália na época do campeonato, então quero fazer um bom resultado aqui na Praia do Cupe pra recuperar a ausência”.

Outro campeão brasileiro estreou na quarta bateria do dia e o carioca Gustavo Fernandes só confirmou sua classificação na última onda que surfou, uma direita que abriu até a beira do mar pra ele conseguir aplicar mais manobras. Com esta onda, Guga superou o paraibano Alan Saulo na briga pela segunda vaga na disputa vencida de ponta-a-ponta por Márcio Farney.

“A onda que esperei a bateria inteira veio só no finalzinho, mas valeu”, vibrou Gustavo. “Eu estou voltando a competir agora, estava machucado, então essa onda deu para mostrar que estou bem de novo para voltar a brigar por bons resultados. Foi difícil pra caramba a bateria, mas estou feliz porque batalhei bastante e fui recompensado no final com a classificação”.

Slater culpa cansaço por derrota, mas lembra: 'Há um longo ano pela frente'



Os surfistas da elite mundial tiveram um mês de descanso antes da etapa de Jeffreys Bay do Circuito Mundial. Mas, para o então líder, Kelly Slater, as férias de nada adiantaram. Eliminado na terceira fase, pior resultado da temporada, ele disse que se sentia cansado na África do Sul. A derrota lhe custou duas posições no ranking. Segundo ele, porém, há tempo suficiente para voltar ao topo.

Slater perdeu em J-Bay para o sul-africano Sean Holmes, que competia como convidado. O também local Jordy Smith, que ocupava a segunda colocação do ranking, assumiu a liderança e acabou vencendo a etapa. O australiano Taj Burrow é o terceiro da lista. O próximo desafio será no dia 23 de agosto, em Teahupoo, no Taiti.



- Eu ainda não me senti sincronizado aqui este ano. Eu me sinto cansado desde que cheguei. Eu tenho ido dormir às 8h e acordado à 1h. Fiquei acordado hoje por oito horas. Sean comentou estar sempre sintonizado aqui em Jeffreys e conhece muito bem a onda e sempre escolhe as melhores. Há um longo ano pela frente. Eu tenho ainda um mês ate a próxima etapa para pensar nisso. Vou pra casa carregar as energias e me focar pro Taiti - disse, em entrevista à Surfline.

A etapa do Taiti traz boas lembranças a Slater. Em 2005, ele venceu o campeonato ao tirar duas notas 10,00 na decisão, contra o compatriota Damien Hobgood.

Havaiano que surfou no Alasca diz que Maresias é mais difícil que Jaws



Surfista especializado em ondas grandes, Kealii Mamala foi um dos protagonistas do surfe no Alasca, em 2007. Parceiro de Garrett McNamara, o havaiano vai disputar mais uma vez uma competição de Town In em Maresias, neste ano. E, segundo ele, a praia do litoral paulista é mais complicada do que o famoso pico de Jaws, na ilha de Maui, no Havaí.

Ano passado, Kealii e Garrett conseguiram bons tubos e chegaram às semifinais, mas uma contusão de Garrett freou a dupla.

- Jaws é um pico constante que você sabe quando e onde a onda vai quebrar. Já em um beach break (fundo de areia), você tem que caçar o pico e achar diferentes posições, então isso torna a competição em Maresias mais complicada comparada com uma em Jaws, por exemplo.

domingo, 18 de julho de 2010

Potiguar derrota baiano e leva a segunda etapa do Brasil Tour



Em uma final nordestina, o potiguar Alan Jones levou a melhor sobre o baiano Rudá Carvalho e faturou a segunda das cinco etapas do Brasil Tour, o circuito brasileiro profissional. O palco foi a Praia do Cupe, Porto de Galinhas (PE). Com a vitória, ele consolida a liderança do ranking.

Alan tirou notas 5,50 e 7,33. Rudá, com 6,83 e 4,20, não conseguiu a virada. No feminino, a vitória foi para a ubatubense Suelen Naraisa. Ela somou 5,00 pontos na decisão, contra a catarinense Juliana Quint : 4,67.
 
A próxima etapa será a partir do dia 22 de setembro, na Praia da Joaquina, em Florianópolis, Santa Catarina.

Mineirinho entra no top 5, e Kelly Slater cai de primeiro para terceiro do ranking



Com a derrota na terceira fase, o americano Kelly Slater perdeu a liderança do ranking para o sul-africano Jordy Smith, campeão da etapa. A segunda colocação, porém, também escapou de suas mãos. O eneacampeão mundial foi superado pelo australiano Taj Burrow, semifinalista da etapa sul-africana, quarta da temporada.

Entre os brasileiros, Adriano de Souza, o Mineirinho, superou Jadson André. O paulista foi até as quartas de final em J-Bay e, com isso, pulou da oitava para a quinta colocação. O potiguar, eliminado na repescagem, caiu de quarto para nono.

A próxima etapa do Circuito Mundial começa no dia 23 de agosto, em Teahupoo, no Taiti. O defensor do título é o americano Bobby Martinez.

Top 10 do ranking - após a quarta etapa do Circuito Mundial
 
1. Jordy Smith (AFS) 28500
2. Taj Burrow (AUS) 24750
3. Kelly Slater (EUA) 23500
4. Dane Reynolds (EUA) 20000
5. Adriano de Souza (BRA) 19500
6. Mick Fanning (AUS) 19250
7. Bede Durbidge (AUS) 18750
8. Bobby Martinez (EUA) 16500
9. Jadson André (BRA) 16000
10. Joel Parkinson (AUS) 14750

Jordy revive clima de Copa em J-Bay e conquista primeira vitória na carreira

 

Jordy Smith fez, desde quinta-feira, a África do Sul reviver o clima de Copa do Mundo. Usou as vuvuzelas a seu favor e, neste domingo, com três atuações de gala, conquistou pela primeira vez uma etapa do Circuito Mundial. Em sua terceira temporada na elite do surfe, o sul-africano de 22 anos sagrou-se campeão em Jeffreys Bay, quarto desafio do calendário, e se consolidou como líder do ranking, posto que pertencia ao americano Kelly Slater. O melhor brasileiro foi Adriano de Souza, o Mineirinho, eliminado nas quartas de final, justamente por Jordy.

A final, contra o australiano Adam Melling, foi somente a cereja do bolo. Com notas 8,90 e 9,03, deixou o adversário em combinação durante a maior parte da bateria. A torcida, com cornetas em mãos, não cogitava a possibilidade de uma derrota. Estava certa.

O título neste domingo parecia possível desde o início do dia, quando Jordy passou, sem dificuldades, por Mineirinho. Tirou um 9,43 e não foi ameaçado nem quando o brasileiro conseguiu um 8,27. Nas semifinais, a bateria mais emocionante do campeonato.

Jordy Smith campeão Mundial Jeffreys Bay 

Jordy perdia por combinação para o australiano Bede Durbidge até o minuto final. Exímio conhecedor das direitas perfeitas de J-Bay, pegou duas ondas em dois minutos e conseguiu a virada.

O locutor brincou, lembrando que "nenhum surfista é autorizado a pegar duas ondas em um minuto em J-Bay".

- Acho que eu posso, né? - respondeu Jordy, antes de ir para a final.

Faltava somente mais uma bateria. E Adam Melling não teve força suficiente para interromper a trajetória do sul-africano.

Jordy Smithg conquista o Mundial de Jeffreys Bay 
 
- É o melhor dia da minha vida. O público na praia me apoiou durante toda a semana. Os gritos e o som das vuvuzelas me motivaram. Não teria conseguido sem isso. É melhor parar de falar antes que eu comece a chorar - disse Jordy, no pódio.

A próxima etapa do Circuito Mundial começa no dia 23 de agosto, em Teahupoo, no Taiti. O defensor do título é o americano Bobby Martinez.

Final:

 
Jordy Smith (AFS) 17.93 x 10.00 Adam Melling (AUS)
 
Semifinais:
 
1: Jordy Smith (AFS) 14.83 x 14.40 Bede Durbidge (AUS)
2: Adam Melling (AUS) 14.00 x 10.67 Taj Burrow (AUS)
 
Quartas de final:
 
1: Jordy Smith (AFS) 16.43 x 9.20 Adriano de Souza (BRA)
2: Bede Durbidge (AUS) 12.17 x 11.83 Sean Holmes (AFS)
3: Taj Burrow (AUS) 11.00 x 3.66 Dane Reynolds (EUA)
4: Adam Melling (AUS) 16.43 x 5.67 Damien Hobgood (EUA)

sábado, 17 de julho de 2010

Fanning dá apoio a protesto contra construção de usina nuclear em J-Bay

 

Surfistas, profissionais e amadores, fizeram um protesto durante a quarta etapa do Circuito Mundial, em Jeffreys Bay. Barcos se alinharam ao redor de onde a competição é disputada para se manifestar contra a construção de uma usina nuclear em Thyspunt. Segundo ambientalistas, as ramificações da obra podem pôr em risco alguns picos de surfe na costa sul-africana por jogarem cerca de 6,37 milhões de metros cúbicos de areia no oceano.

Outra preocupação é em relação aos túneis que serão construídos. Eles, segundo os opositores, podem destruir a vida marinha na região.

- Se jogar areia na terra é considerado um erro fatal, por que seria ok jogar no mar? Um projeto deste tamanho em uma faixa da costa tão famosa por ser uma das melhores do mundo pata o surfe é inaceitável e vai causar graves danos ao meio ambiente - disse o australiano Mick Fanning, atual campeão mundial.

Slater toma virada de convidado nos segundos finais e perde a liderança



Kelly Slater teve trinta minutos de agonia, poucos segundos de alegria e saiu da água eliminado, depois de levar uma virada inesperada. Eneacampeão do mundo, ele virou a bateria na contagem regressiva. Mas o sul-africano Sean Holmes, carrasco do brasileiro Jadson André, foi em uma onda logo atrás e conseguiu dar o troco. Com a derrota, o americano se despede na terceira fase da etapa de Jeffreys Bay, a quarta do Circuito Mundial, e, de quebra, deixa para o sul-africano Jordy Smith a liderança temporária do ranking mundial. Veja a galeria de fotos!

E Sean Holmes não parou. Nas oitavas, mandou para casa o havaiano Andy Irons, tricampeão mundial. Outra surpresa foi a eliminação do australiano Mick Fanning. Atual campeão do mundo, ele fez a segunda maior soma da terceira fase - 18,23 pontos contra o americano Tim Reys -, mas, depois, foi superado pelo americano Damien Hobgood. O australiano Taj Burrow superou o recorde de Mick ao somar 18,87 para derrotar o português Tiago Pires.

O Brasil segue com apenas um representante, o paulista Adriano de Souza, o Mineirinho. Ele venceu sua bateria nas oitavas e vai enfrentar Jordy Smith por uma vaga nas semifinais.


Na metade da bateria contra Slater, Sean Holmes tirou uma nota 7,33 e assumiu a liderança. Cinco minutos depois, Slater conseguiu um magro 4,77, suficiente para mantê-lo ainda na briga, à procura de 5,51. Quando o cronômetro estava zerando, na contagem regressiva, o americano remou para uma onda e arrancou 7,23.

O duelo parecia encerrado. O que Slater não contava é que o sul-africano tivesse remado a onda que vinha atrás. Ele precisava de 5,73 e ganhou 5,77 dos juízes.
 
Terceira fase:
 
1 Adriano de Souza BRA 16.67 x 9.27 Jay Thompson AUS
2 Adrian Buchan AUS 12.27 x 11.80 Travis Logie AFS
3 Owen Wright AUS 17.00 x 10.74 Ben Dunn AUS
4 Jordy Smith AFS 15.07 x 9.10 Nate Yeomans EUA
5 Bede Durbidge AUS 14.33 x 8.50 Tanner Gudauskas EUA
6 Matt Wilkinson AUS 15.80 x 3.97 Fredrick Patacchia HAV
7 Andy Irons HAV 12.33 x 9.43 Luke Stedman AUS
8 Sean Holmes AFS 13.10 x 13.06 Kelly Slater EUA
9 Taj Burrow AUS 13.93 x 10.64 Joan Duru FRA
10 Tiago Pires POR 14.60 x 13.80 Kekoa Bacalso HAV
11 Dane Reynolds EUA 13.23 x 12.50 Neco Padaratz BRA
12 Brett Simpson EUA 14.63 x 14.06 Michel Bourez TAH
13 Mick Fanning AUS 18.23 x 3.10 Tim Reyes EUA
14 Damien Hobgood EUA 13.63 x 11.40 Dean Morrison AUS
15 Adam Melling AUS 16.06 x 8.00 Bobby Martinez EUA
16 Dusty Payne HAV 15.33 x 10.20 Chris Davidson AUS
 
Oitavas de final

1 14.63 Adriano de Souza BRA x 11.44 Adrian Buchan AUS
2 Jordy Smith AFS 17.87 x 15.83 Owen Wright AUS
3 Bede Durbidge AUS 14.53 x 8.90 Matt Wilkinson AUS
4 Sean Holmes AFS 15.60 x 15.17 Andy Irons HAV
5 Taj Burrow AUS 18.87 x 12.00 Tiago Pires POR
6 Dane Reynolds EUA 16.93 x 13.20 Brett Simpson EUA
7 Damien Hobgood EUA 13.77 x 13.00 Mick Fanning Aus
8 Adam Melling Aus x Dusty Payne HAV

Mineirinho vence outra e vai encarar Jordy Smith nas quartas em J-Bay



Depois de brilhar e superar Jay Thompson com facilidade na terceira rodada, Adriano de Souza, o Mineirinho, tinha mais um australiano pela frente em Jeffreys Bay, na África do Sul, pelas oitavas de final. Na primeira bateria da fase, neste sábado, o brasileiro venceu Adrian Buchan e garantiu lugar nas quartas na quarta etapa do Circuito Mundial.

Mineirinho somou 14.63 pontos após duas boas ondas (7,40 e 7,23) e novamente não teve muitas dificuldades para superar seu rival. Buchan somou 11,44 e não conseguiu ameaçar o surfista brasileiro.
Na próxima fase, Mineirinho terá pela frente o local Jordy Smith, que assumiu a liderança temporária do ranking depois da eliminação do americano Kelly Slater. O sul-africano também teve um australiano pelo caminho nas oitavas. Com 17.87, ele deixou Owen Wright (15.83) pelo caminho e se garantiu na sequência da disputa.

- Estou feliz de avançar aqui em J-Bay. Quartas de final contra o Jordy . A vuvuzela vai tocar amanhã cedo  - disse Mineirinho, em seu Twitter.

O dia, no entanto, também contou com uma queda brasuca em J-Bay. Ainda pela terceira rodada, Neco Padaratz fez jogo duro contra Dane Reynolds, mas não conseguiu superar o americano. O surfista catarinense somou 12.50 pontos contra 13.23 do rival e se despediu do campeonato.

Além da eliminação de Slater, outra surpresa foi a derrota do australiano Mick Fanning. Atual campeão do mundo, ele fez a segunda maior soma da terceira fase - 18,23 pontos contra o americano Tim Reys -, mas, depois, foi superado pelo americano Damien Hobgood. O australiano Taj Burrow superou o recorde de Mick ao somar 18,87 para derrotar o português Tiago Pires.
 
Terceira fase:

1 Adriano de Souza BRA 16.67 x 9.27 Jay Thompson AUS
2 Adrian Buchan AUS 12.27 x 11.80 Travis Logie AFS
3 Owen Wright AUS 17.00 x 10.74 Ben Dunn AUS
4 Jordy Smith AFS 15.07 x 9.10 Nate Yeomans EUA
5 Bede Durbidge AUS 14.33 x 8.50 Tanner Gudauskas EUA
6 Matt Wilkinson AUS 15.80 x 3.97 Fredrick Patacchia HAV
7 Andy Irons HAV 12.33 x 9.43 Luke Stedman AUS
8 Sean Holmes AFS 13.10 x 13.06 Kelly Slater EUA
9 Taj Burrow AUS 13.93 x 10.64 Joan Duru FRA
10 Tiago Pires POR 14.60 x 13.80 Kekoa Bacalso HAV
11 Dane Reynolds EUA 13.23 x 12.50 Neco Padaratz BRA
12 Brett Simpson EUA 14.63 x 14.06 Michel Bourez TAH
13 Mick Fanning AUS 18.23 x 3.10 Tim Reyes EUA
14 Damien Hobgood EUA 13.63 x 11.40 Dean Morrison AUS
15 Adam Melling AUS 16.06 x 8.00 Bobby Martinez EUA
16 Dusty Payne HAV 15.33 x 10.20 Chris Davidson AUS
 
Oitavas de final:

1 14.63 Adriano de Souza BRA x 11.44 Adrian Buchan AUS
2 Jordy Smith AFS 17.87 x 15.83 Owen Wright AUS
3 Bede Durbidge AUS 14.53 x 8.90 Matt Wilkinson AUS
4 Sean Holmes AFS 15.60 x 15.17 Andy Irons HAV
5 Taj Burrow AUS 18.87 x 12.00 Tiago Pires POR
6 Dane Reynolds EUA 16.93 x 13.20  Brett Simpson EUA
7  Damien Hobgood EUA 13.77 x 13.00 Mick Fanning Aus
8 Adam Melling Aus x Dusty Payne HAV

Mineirinho brilha, vence com direito a combinação e se garante nas oitavas



Adriano de Souza, o Mineirinho, teve de esperar até o fim da tarde (horário sul-africano) para entrar em ação nesta sexta-feira. Quando enfim encarou as direitas de Jeffreys Bay, conquistou, com direito a uma combinação - a "goleada no surfe" - a primeira vaga nas oitavas de final da quarta etapa do Circuito Mundial. 
Somou 16,67 pontos (em 20 possíveis), contra 9,27 do australiano Jay Thompson, surfista que, na bateria anterior, tinha tirado uma nota 10. O catarinense Neco Padaratz também segue na briga, ainda na terceira fase. O potiguar Jadson André, quarto do ranking, caiu repescagem, assim como o catarinense Marco Polo. Confira as melhores imagens desta sexta-feira.

A primeira onda da bateria rendeu a Mineirinho 7,33. Com a segunda, a 20 minutos do fim, ganhou 7,77. Tranquilo na liderança, saiu da água e foi caminhando até o outro lado da praia, em vez de ir remando. Jay Thompson estava irreconhecível. Poucas horas antes, ele tinha conseguido uma nota 10 e totalizado 18,33 pontos para derrotar o compatriota Kieren Perrow.

Contra Mineirinho, com 2,03 e 0,2, não ameaçava. Precisava de uma combinação de 15,11 pontos para virar.

O australiano conseguiu sair da combinação ao trocar sua menor nota por um 5,50. Mineirinho, sentado no outside, não se arriscava. Só remaria em direção a uma onda que tivesse potencial. E foi o que fez a 2 minutos do fim. Pegou mais uma direita e tirou a maior nota da bateria - 8,90 -, aumentando a vantagem e selando o lugar nas oitavas.

O próximo adversário de Mineirinho será o australiano Adrian Buchan, que eliminou o surfista local Travis Logie.

Nas duas últimas baterias do dia, destaque para dois surfistas apontados como candidatos a campeões mundiais. O australiano Owen Wright somou 17,00 pontos para derrotar o compatriota Ben Dunn.

Jordy Smith fez a festa da torcida sul-africana ao somar 15,07 pontos e mandar o americano Nate Yeomans para casa.
 
Terceira fase:
1 Adriano de Souza BRA 16.67 x 9.27 Jay Thompson AUS
2 Adrian Buchan AUS 12.27 x 11.80 Travis Logie AFS
3 Owen Wright AUS 17.00 x 10.74 Ben Dunn AUS
4 Jordy Smith AFS 15.07 x 9.10 Nate Yeomans EUA
5 Bede Durbidge AUS x Tanner GudAUSkas EUA
6 Fredrick Patacchia HAV x Matt Wilkinson AUS
7 Luke Stedman AUS x Andy Irons HAV
8 Kelly Slater EUA x Sean Holmes AFS
9 Taj Burrow AUS x Joan Duru FRA
10 Tiago Pires POR x Kekoa Bacalso HAV
11 Dane Reynolds EUA x Neco Padaratz BRA
12 Michel Bourez TAH x Brett Simpson EUA
13 Mick Fanning AUS x Tim Reyes EUA
14 Damien Hobgood EUA x
15 Bobby Martinez EUA x Adam Melling AUS
16 Chris Davidson AUS x Dusty Payne HAV

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Taiu ultrapassa limites



A manhã da última terça-feira (13/7) foi especial para o surf brasileiro, pois marcou a volta do lendário Taiu Bueno às ondas do Guarujá (SP).
 
Com o apoio de amigos e uma prancha adaptada para superar a limitação motora, Taiu teve a oportunidade de deslizar novamente sobre as ondas na praia das Astúrias.

Aos 11 anos, Taiu teve o seu primeiro contato com o surf com uma prancha de isopor na praia de Pitangueiras, também no Guarujá. Aos 20, foi morar no Hawaii e passou a competir profissionalmente.

Durante muitos anos ele encarou as maiores ondas havaianas e conquistou diversos títulos em competições no Brasil.

Em 1991, esta trajetória de sucesso como surfista profissional foi interrompida por um acidente na praia de Paúba, litoral Norte paulista. Depois de não conseguir completar uma onda, Taiu sofreu uma fratura na quarta vértebra cervical, traumatizando a medula óssea. Ficou tetraplégico e passou a conviver com uma paralisia motora do ombro para baixo.

Mas o último dia 13 revelou para Taiu que este período de quase 19 anos fora do mar ficou para trás. Com o apoio de amigos, ele experimentou novamente a sensação de voltar ao line up das Astúrias.

A ideia de voltar ao surf já vinha sendo amadurecida há alguns anos, mas tomou força com as gravações do projeto Aloha, curta metragem que fala sobre o surf adaptado. O filme foi roteirizado e dirigido por Paula Luana Maia e Nildo Ferreira, jovens participantes do Instituto Querô. A produção deve ser finalizada até setembro.

De acordo com Joaquim Eduardo Teixeira, do Instituto Querô, Taiu foi convidado a participar para falar sobre surf adaptado. “Ele se amarrou na ideia, mas depois pediu para sair porque não achava legal falar de surf adaptado sem ser surfista adaptado. Como percebemos que esta era sua maior vontade, propus para ele tocar o projeto de uma prancha e colocarmos na água. Ele topou na hora e começamos o contato para produção. O Neco (Carbone) abraçou a ideia e desenhou o projeto”, explica Teixeira.

O shaper Neco Carbone usou toda sua experiência para desenvolver uma prancha que oferecesse a estrutura necessária para que Taiu surfasse sem perigo, enquanto Jordano Paiva e Alexandre Passos produziram um assento especial.

De acordo com Taiu, a oportunidade de voltar à água ganhou força com o surgimento das pranchas de stand up. “As pessoas mencionavam, mas o Neco era o que mais falava. A dificuldade se dava por conta da minha postura na prancha, pois de bruços seria terrível. Imaginei que seria possível sentado quando vi um filme realizado em Makaha (Hawaii) com dois surfistas na prancha, sendo que o da frente estava sentado”, recorda Taiu.

“Aliamos tecnologia, ideia e necessidade de adaptação. Isso resultou na prancha (G-Zero). Mas ainda tinha o desafio de criar um assento confortável. Tiramos o molde das costas em uma placa de fibra, que foi reforçado e revestido de espuma e gel, com o acabamento realizado em tapeçaria naval”, explica Taiu.

Na manhã da terça-feira todos foram para água. Jorge Paccelli e Neco Carbone ficaram com a função da remada e Alemão de Maresias ficou na escolta, responsável pela segurança.

“Minha vida mudou geral depois disso. Agradeço a Deus por me dar esta oportunidade. Percebi o quanto todo mundo vibrou com os drops maravilhosos que dei hoje. É uma alegria de alma, similar a de uma vitória em um campeonato. Mas, o maior crédito é da minha equipe toda, do dia a dia e agora do surf. Sem palavras”, diz Taiu emocionado.

Agora, segundo ele, é só esperar a água esquentar para fazer mais quedas. “Agora que chegamos a um modelo ideal, é só esperar mais dias com tempo bom para praticar mais vezes. Esta é uma nova fase na minha vida e só tenho que agradecer”, completa Taiu.

David joga duro



O paulista David do Carmo estabeleceu um novo recorde de pontos na segunda etapa do Brasil Surf Pro, que rola na praia do Cupe, Ipojuca (PE).
 
Em boas ondas de 1 metro nesta quinta-feira, David somou notas 8.67 e 6.00 na vitória sobre o gaúcho Rodrigo Dornelles, autor de 5.33 e 4.83 na bateria válida pela terceira fase da prova.

"Estou muito tranquilo. É claro que feliz em mostrar meu surf, mostrar meu trabalho, mas ainda é muito cedo para comemorar alguma coisa. O campeonato está só começando, então quero ficar tranquilo e manter o ritmo nas próximas baterias", diz o atleta de Praia Grande.

"As condições do mar estão muito boas aqui no Cupe, com ondas quebrando para os dois lados. É uma onda buraco e que proporciona manobras fortes", conclui David.

Nas oitavas-de-final, o paulista enfrenta o potiguar Alan Jhones, que bateu o niteroiense Bruno Santos na última bateria do dia.

Alan atacou muito bem as ondas do Cupe e mostrou que o backside está afiado. Entre os atletas que fizeram pódio na primeira etapa e já estrearam em Pernambuco, o potiguar de Baía Formosa foi o único que se deu bem.

Enquanto o líder Leonardo Neves aguarda sua primeira participação na prova, o vice-líder Marcio Farney e o terceiro colocado Heitor Pereira deram adeus à competição e certamente vão cair no ranking da temporada.

Farney caiu diante do baiano voador Alandreson Martins, que apostou nos aéreos para tirar o adversário da prova.

Já Heitor arriscou muito e não foi feliz nos ataques ao Cupe, perdendo a chance de passar pelo conterrâneo Ricardo Ferreira, autor de 5.83 e 7.33 nas duas melhores ondas.

Ricardo fez a melhor apresentação da segunda fase na manhã desta quinta e teve seu somatório superado apenas por David do Carmo, que também representa o município de Praia Grande no Brasil Surf Pro.

Ao todo, foram disputadas 16 baterias da segunda fase e os seis confrontos iniciais da fase seguinte. Faltam 10 confrontos para o término da terceira fase.

Às 8 horas desta sexta-feira, o baiano Wilson Nora disputa a sétima bateria contra o carioca Leandro Bastos.

O líder do ranking, Leo Neves, estreia no 12o confronto da terceira fase contra o três vezes campeão brasileiro Peterson Rosa.

Baterias pendentes da terceira fase

7 Wilson Nora (BA) x Leandro Bastos (RJ)
8 Messias Félix (CE) x Raoni Monteiro (RJ)
9 Jano Belo (PB) x Bruno Galini (BA)
10 Franklin Serpa (BA) x Flávio Nakagima (SP)
11 Renato Galvão (SP) x Alan Donato (PE)
12 Leo Neves (RJ) x Peterson Rosa (PR)
13 Pedro Henrique (RJ) x Bino Lopes (BA)
14 Rudá Carvalho (BA) x Michel Roque (CE)
15 Odirlei Coutinho (SP) x Ulisses Meira (PB)
16 Hizunomê Bettero (SP) x Guga Arruda (SC)

Oitavas-de-final
1 Ricardo Ferreira (SP) x Jean da Silva (SC)
2 Alandreson Martins (BA) x Tânio Barreto (AL)
3 David do Carmo (SP) x Alan Jhones (RN)

Irons volta à boa forma e manda Jadson para a repescagem em J-Bay



Tricampeão mundial, Andy Irons mostrou o surfe dos velhos tempos nesta quinta-feira, na abertura da etapa de Jeffreys Bay, a quarta da temporada. Nas longas direitas sul-africanas, o havaiano (23º do ranking) mandou para a repescagem o potiguar Jadson André, vencedor em Imbituba e quarto melhor da temporada. O dia foi ruim para todos os brasileiros e bom para outros campeões do mundo. Número 1 do ano passado, o australiano Mick Fanning fez a maior soma do dia. O americano Kelly Slater, líder e rumo ao décimo caneco, também passou, assim como o local Jordy Smith (2º) e o aussie Taj Burrow (3º).

Mineirinho segurou a lanterna da bateria vencida pelo português Tiago Pires. Depois, já no fim da tarde, teve tempo para voltar a competir e garantiu sua  vaga na terceira fase ao eliminar o sul-africano Shaun Joubert.
Neco Padaratz ficou atrás do havaiano Kekoa Bacalso, em confronto que teve ainda o americano CJ Hobgood, campeão mundial de 2001. Marco Polo também ficou em segundo: o americano Dane Reynolds levou a vaga contra ele e o australiano Daniel Ross.


 Uma das surpresas foi a derrota do francês Jeremy Flores. Mesmo com a maior nota do dia, um 9,50, ele caiu diante de Bobby Martinez. O americano somou 16,43 em suas duas melhores ondas. A pontuação só não foi maior que a de Mick Fanning: 16,70 contra o sul-africano convidado Sean Holmes (10,27) e o havaiano Roy Powers (8,33).

Depois de tirar férias no ano passado, Andy Irons mostrou estar com saudade de Jeffreys Bay. Tirou 7,50 e 7,27 e deixou Jadson e o aussie Jay Thompson correndo atrás de notas maiores do que 9,00.
Líder da temporada, Kelly Slater fez bateria parecia. Abriu com um 7,83 e, a 11 minutos do fim, selou a vitória com um 8,10, deixando o compatriota Damien Hobgood e o sul-africano Shaun Joubert precisando de notas na casa dos 9,00 pontos. Damien ameaçou com um 7.63, mas foi só.

Competindo em casa, Jordy Smith voou nas direitas de J-Bay e fez 16,37 pontos, contra 11,90 do francês Joan Duru e 10,57 do australiano Tom Whitaker.
 
Quarto do ranking, empatado com Jadson, Taj Burrow foi o outro top 5 a se garantir direto na terceira fase. Ele fez 15,20 pontos contra o compatriota Kieren Perrow (9,83) e o sul-africano (13,34).

Mineirinho e Jadson vão para J-Bay com a missão de tentar parar Slater



Adriano de Souza, o Mineirinho, não está mais sozinho no top 10. Apontado com uma das maiores esperanças brasileiras de conquistar um título mundial, o paulista, oitavo do ranking, agora tem a companhia do amigo Jadson André. No fim de abril, em Imbituba, o potiguar derrotou Kelly Slater na final da terceira etapa da temporada e subiu para a quarta colocação, empatado com o atual campeão do mundo, o australiano Mick Fanning. Depois de mais de dois meses de descanso, a dupla tem a missão de tentar parar o americano, eneacampeão e líder. O palco será Jeffreys Bay, na África do Sul. Os catarinenses Neco Padaratz (31º) e Marco Polo (41º) completam o quarteto brasileiro. A janela de espera começa nesta quinta-feira e vai até o dia 25.

A etapa sul-africana teve de ser adiada - costumava ser disputada em junho - por conta da Copa do Mundo. J-Bay fica perto de Porto Elizabeth, uma das sedes da competição. Durante as férias, um dos 45 surfistas da elite acabou saindo no prejuízo. O australiano Joel Parkinson sofreu um profundo corte no pé direito quando surfava em Snapper Rocks, e será substituído pelo americano Tim Reyes.

O primeiro brasileiro a entrar em ação será justamente Jadson André. Estreante na elite, ele vai disputar a segunda bateria, contra o havaiano Andy Irons, tricampeão mundial, e o australiano Jay Thompson.
Mineirinho será um desafio mais tranquilo, contra Reyes e o português Tiago Pires. Slater enfrentará o compatriota e amigo Damien Hobgood e um surfista convidado.

As atenções em J-Bay também estarão voltadas para Jordy Smith. O sul-africano de 23 anos nunca venceu a etapa de seu país. Mas vem embalado pela segunda colocação no ranking e pela vitória, na semana passada, de uma etapa do WQS - a divisão de acesso - em Durban.

domingo, 11 de julho de 2010

Caio Ibelli campeão brasileiro Sub-20 no Oakley Pro Junior 2010


O paulista Caio Ibelli, 17 anos, é o primeiro campeão brasileiro profissional da temporada 2010. Ele faturou o título Sub-20 na final do Oakley Pro Junior com o baiano Marco Fernandez nas ondas do Riozinho na Praia do Campeche, que recebeu o último dia da competição iniciada terça-feira na Praia da Joaquina. Com um aéreo muito alto logo na primeira onda que surfou na bateria decisiva, Caio Ibelli já largou com uma nota 8,33 e depois somou um 7,00 para confirmar a vitória por 15,33 x 12,17 pontos. O campeão também já garantiu a primeira classificação para a Divisão Principal do Circuito Brasileiro Profissional do ano que vem. O capixaba Krystian Kymmerson e o pernambucano Ian Gouveia ficaram em terceiro lugar nas semifinais.

“Estou muito feliz só de estar competindo neste lugar maravilhoso, com altas ondas. Arrisquei tudo na minha primeira onda, pois sabia que o Marco (Fernandez) vinha surfando muito bem o evento todo, então eu tinha que começar bem para deixar a pressão da virada pra ele”, contou Caio Ibelli, sobre o aéreo nota 8,33 da sua primeira participação na grande final do Oakley Pro Junior 2010. “Eu vim para cá focado neste título e também estou amarradão por já garantir vaga na elite do surfe brasileiro, pois estava atrás disso na Divisão de Acesso e agora posso ficar mais tranqüilo por já ter confirmado meu nome no Brasil Surf Pro de 2011”.

Depois de uma semana de mar difícil na Praia da Joaquina, o Oakley Pro Junior foi encerrado com chave-de-ouro no cenário paradisíaco do Riozinho do Campeche, onde direitas perfeitas entravam sem parar para o delírio dos oito finalistas. O baiano Marco Fernandez começou bem contra o catarinense Santiago Muniz no primeiro duelo das quartas de final, vencendo a bateria com o maior placar do dia, 16,33 pontos. Depois passou pelo capixaba Krystian Kymmerson, mas não conseguiu achar boas ondas na grande final.

“Eu queria o título, mas o segundo lugar também foi bom. Fiz minha primeira final no ano, pena que não achei as ondas na bateria que eu mais precisava delas, mas tudo bem. O Caio (Ibelli) abriu a bateria com tudo, com um 8,33, aí eu fiquei um pouco inseguro, errando as manobras. No final ainda fiz umas notinhas, mas não foi nada demais e a vitória do Caio foi merecida mesmo, quebrou na final”, admitiu Fernandez, que levou 4.000 Reais pelo vice-campeonato no Oakley Pro Junior 2010.

Os dois finalistas também ganharam um prêmio extra da Oakley, uma viagem com tudo pago para fazer uma matéria para a Revista Fluir e para o site Waves.Terra em algum país da América Central. Já os semifinalistas Krystian Kymmerson e Ian Gouveia receberam 2.300 Reais pelo terceiro lugar. Para chegar ao título, que valeu 9.000 Reais, Caio passou por dois surfistas que moram na Praia do Campeche e sempre treinam no Riozinho. E foram dois filhos de surfistas famosos. A primeira vítima foi Pedro Husadel, filho de David Husadel. A outra foi Ian Gouveia, filho de Fábio Gouveia, que há muitos anos mora em Florianópolis.

“É a primeira vez que eu participo do Oakley Pro Junior e estou amarradão pelo terceiro lugar. Eu sempre treino aqui, fiquei feliz que o evento mudou pra cá, conheço bastante essa onda e pena que eu não consegui achar as boas pra passar pra final”, lamentou Ian Gouveia. “Mas foi show o resultado também, o terceiro lugar é bom, até porque foi a primeira vez que eu disputei esse campeonato e terei mais pela frente”.

O capixaba Krystian Kymmerson foi outro surfista que se destacou durante todo o Oakley Pro Junior, inclusive despachando o cabeça de chave número 2 do evento, o paulista Jessé Mendes, em sua primeira atuação no Riozinho do Campeche. “O Marquinho (Marco Fernandez) pegou todas as ondas boas da bateria e eu não consegui repetir as boas apresentações que vinha fazendo no campeonato. Mesmo assim, estou amarradão por ter feito um bonito papel no campeonato e o terceiro lugar foi bom também”, falou Krystian.

Depois do segundo ano seguido de sucesso do Oakley Pro Junior em Santa Catarina, Luis Henrique Sabóia, o Pinga como é mais conhecido o diretor de marketing da Oakley, já confirmou que no que vem o evento continuará no estado. No ano passado, ele aconteceu no reservado pico do Atalaia em Itajaí, agora foi iniciado na Praia da Joaquina e encerrado com chave-de-ouro no Riozinho da Praia do Campeche.

“Queremos agradecer a todos que colaboraram para o sucesso do evento, o pessoal da Federação Catarinense de Surf e das associações da Joaquina e aqui do Campeche, o apoio também da Prefeitura de Florianópolis e já confirmo que em 2011 o evento vai continuar aqui no estado, só estudaremos em que praia ele será realizado no ano que vem”, anunciou Pinga, durante a cerimônia de premiação no pódio.

Com patrocínio exclusivo da Oakley, o Oakley Pro Junior contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Florianópolis, Fundação Municipal de Esportes, da Power Balance, Gráfica Formag´s, Joaquina Beach Hotel e Restaurante Maurílio II. O evento foi homologado pela Confederação Brasileira de Surf (CBS) e pela Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP), que organizou a competição junto com a Federação Catarinense de Surf (FECASURF) e Associação de Surf da Joaquina (ASJ). O Oakley Pro Junior contou com divulgação da Revista Fluir, Waves e Atlântida FM e apoiou o movimento www.salvealagoa.org.br.

Após dois títulos não-oficiais, Cori Schumacher enfim é campeã mundial



Melhor do mundo em 2000 e em 2001, Cori Schumacher deu de ombros quando, em 2006, foi chamada para o primeiro Campeonato Mundial chancelado pela Associação dos Surfistas Profissionais (ASP). Aos 28 anos, ela não queria mais saber de competições. Ficou dois anos afastada e só voltou em 2008. Neste domingo, aos 33, tornou-se oficialmente a melhor longboarder do planeta. Foi nas ondas de La Côte des Basques, em Biarritz, na França, com uma vitória sobre a também californiana Kaitlin Maguire.

Cori saiu da água e fez o número 3 com os dedos. Um pouco antes, nas semifinais, ela tinha derrotado a campeã mundial de 2008, Joy Monahan, por 17,25 (em 20) a 16.00. Isso depois de passar pela melhor do mundo de 2007 e 2009, Jennifer Smith, nas quartas.

- Agora tudo parece tão certo. A seis minutos do fim, os sentimentos tomaram conta de mim, e eu fiquei formigando.

Silvana reina em Lima e conquista sua terceira vitória no Circuito Mundial

A piada parecia estar pronta desde que Silvana Lima chegou ao Peru. Uma vitória na capital que leva seu sobrenome era tudo o que a cearense de Paracuru precisava para seguir com chances de conquistar um inédito título para o Brasil no Circuito Mundial. Foi no pico de San Bartolo, em Lima, que ela venceu um campeonato pela terceira vez na carreira, o primeiro desta temporada. Com direito a uma combinação na final - a chamada "goleada" no surfe -, derrotou a australiana Sally Fitzgibbons e levou o troféu da quinta etapa, que no ano passado tinha ido para o local Sofia Mulanovich, melhor do mundo em 2004. Com o  resultado, pulou da sétima para a terceira colocação do ranking.

Foi a segunda vitória brasileira no Circuito Mundial 2010. Em abril, o potiguar Jadson André conquistou a etapa de Imbituba ao derrotar, na final, o americano Kelly Slater.

No ano passado, Silvana foi campeã em Bells Beach e em Sydney e terminou a temporada como o vice. Viu o caneco ir para as mãos da australiana Stephanie Gilmore pela terceira vez.

O melhor resultado da cearense neste ano tinha sido no mês passado, em Sydney, onde chegou às semifinais. Na Gold Coast e em Bells, também na Austrália, e em Taranaki, na Nova Zelândia, ela tinha parado nas quartas.

Esta é a quinta temporada de Silvana na elite mundial. Nos últimos dois anos, foi vice-campeã. Em 2007, foi para a última etapa com chance de erguer o caneco, mas terminou em terceiro, atrás de Stephanie e de Sofia.


Em San Bartolo, nesta terça-feira Silvana derrotou Stephanie, atual tricampeã mundial e líder do ranking, nas semifinais. A brasileira somou 11,77 pontos, contra 11,00 da adversária.

Na decisão, tirou 0,67 e compensou com 8,67. Sally tinha 5,67 e precisava de uma nota 3,68 para virar. A 18 minutos do fim, trocou a nota mais baixa por 6,17, e fez com que a australiana passasse a buscar 9,17. Tirou 3,17 e 5,10. A brasileira deu a cartada final no último minuto, ao conseguir 7,83 e deixar a adversária em combinação: 16,50 a 10,77.

A paranaense Bruna Schmitz, outra representante brasileira na elite mundial, parou na repescagem da etapa peruana. O sexto dos nove desafios da temporada será em Peniche, Portugal, a partir do dia 7 de outubro.

 

Gustavo Araújo é 10


 O segundo dia do Ubatuba Pro Surf começou com sol e meio metro de ondas. Ao longo do dia, o mar reagiu e as ondas chegaram a 1 metro com séries maiores.

O dia foi de surf de alto nível. Foram definidos os atletas finalistas das categorias Grand Master, Master e Long Master.

Na Grand Master, os finalistas são Ricardo Toledo, Wolter Butty, Carlinhos Roberto e Guinão. Na Master, os quatro atletas classificados foram Ricardo Toledo, Alvinho Corrêa, Isaias Silva e Alexandre Moliterno.

Já na categoria Long Master, classificaram-se Paulo Motta, Tremembé, Ricardo Toledo e Alexandre Miranda.

A Open chegou à segunda fase, com três baterias de quatro atletas. Os dois melhores de cada bateria classificam-se para as semifinais.

Já na categoria Pro, foram definidas as quartas-de-final em baterias homem a homem. As baterias serão entre Saulo Junior e Gustavo Araújo; Edgley Santos e Diego Charleaux; David Silva e Wiggoly Dantas; Matheus Toledo e Odirlei Coutinho.

As meninas da categoria Pro / Am abrem o sábado com as semifinais. A primeira bateria será entre  Natalie Paola, Sandra Maria e Letícia Freitas. A segunda semifinal será entre Luana Coutinho, Suelen Naraísa e Camila Cássia.

De Volta ao Surf



 Seguimos ligados na África do Sul, mas dessa vez vamos de surf. Espero que as pranchas estejam mais nos pés de Mineirinho, Jadson, Neco e Polo do que a jabulani esteve... bom, já foi. As clássicas direitas Jeffreys Bay serão palco de um dos eventos mais interessantes do ano, o Billabong Pro.

Triste da vida Joel Parkinson anunciou oficialmente que não irá para Jeffreys defender seu título do ano passado. Ele sofreu um corte profundo no pé direito enquanto treinava em Snapper, na Austrália, e ficará de molho por algumas semanas. Na oitava posição do ranking Parko estará de volta para Tehupoo.

O 9XSlater está no top da cadeia alimentar e cheio de vontade de fechar a fatura do inédito décimo título antes que as coisas se compliquem. Ele gosta dessa onda, venceu ali em 1996, 2003, 2005 e 2008. Sabe lidar como poucos com os elementos dessa longa direita de fases [sessões] “complicada e perfeitinha”. Se ele se der bem em J-Bay ninguém segura o careca no Tahiti, próxima parada depois da África. Um detalhe. Adivinha quem ele vai pegar logo de cara, naquela bateria com 3 atletas? Owen Wright, que já o venceu 2 vezes ano passado, e mais alguém que vier das triagens.

Quem também gosta dessas duas, J-Bay e Teahupoo é Andy Irons. Depois da trupicada no Brasil, quando perdeu prematuramente para Ben Dunn, foi para Califa e ficou na semi do Prime em Trestles. Até hoje Andy tem aquela vitória do Slater, na última série do último minuto da última bateria do evento de 2005, engasgada e, sem quere dar uma de Galvão “Chato” Bueno, acho que ele está seriamente de olho em duas coisas: vencer um evento do seu patrocinador, já que falhou no Brasil, e não cair ainda mais no ranking. Outro detalhe. Ele enfrenta Neco e Jadson na primeira rodada.

Adriano Mineirinho, que já está treinando por lá, Marco Polo e Tiago Pires caem juntos na quinta bateria. Muita gente gosta dessa fase de aquecimento. Pode até ser um bônus para quem quer ver esses sujeitos competindo, além de dar uma chance a mais aos atletas. Mesmo assim acho que isso arrisca muito a possibilidade de sobrarem ondas melhores lá no fim da competição. De todo jeito isso tudo deve mudar no momento em que o novo formato passar a vigorar.

Nos dois próximos eventos cada bateria pode ser um caso de vida ou morte. Depois do Tahiti apenas 32 dos Top 45 estarão classificados para os eventos que vão contar para o título da ASP. 

Brasil Surf Pro apresenta plano de sustentabilidade em Pernambuco



 O Brasil Surf Pro 2010 em parceria com a ABRASP (Associação Brasileira de Surf Profissional), apresenta um plano de sustentabilidade integrado, com engajamento dos atletas, equipe de produção e dos fornecedores, visando à utilização racional e eficiente de materiais e recursos naturais durante a realização do evento. Para esta segunda etapa na Praia do Cupe, nos 14 a 18 de julho em Ipojuca (PE), parcerias locais foram formadas para garantir ações socioambientais relevantes durante o campeonato.

Plano de sustentabilidade conta com as seguintes ações:
1- Gestão dos resíduos sólidos: serão utilizadas canecas pessoais reutilizáveis para reduzir o uso de copos descartáveis.

2- Campanha de sensibilização ambiental: Informações e dicas ambientais serão passadas para o público na praia através do locutor.

3- Mutirão de limpeza da praia: Uma manifestação de carinho pela praia e uma ferramenta de conscientização ambiental. 

4- Tenda da Surfrider Foundation no Surf Village: programação de atividades educativas, de sexta-feira a domingo (das 9h às 16h30min), conduzidas pela educadora ambiental Bruna Nazzari.

5- Engajamento dos surfistas: Palestra com os atletas sobre o importante papel que o surfe, como esporte e indústria, precisa exercer na preservação dos ecossistemas costeiros do Brasil.

Na primeira etapa, realizada em abril na Praia de Itamambuca, em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, o Brasil Surf Pro formou parcerias com Surfrider Foundation, Projeto TAMAR, Aquário da Ubatuba e a Secretaria do Meio Ambiente.

sábado, 10 de julho de 2010

Em casa, Jordy Smith vence WQS sul-africano e vai embalado para J-Bay



 Jordy Smith não vencia um campeonato em casa havia sete anos. Hoje com 22, ele quebrou o jejum em grande estilo, nas ondas de Ballito, ao norte de Durban. Conquistou o caneco da etapa cinco estrelas do WQS, assumiu a liderança do ranking unificado e segue embalado para Jeffreys Bay, onde, a partir de quinta-feira, vai disputar a quarta etapa do Circuito Mundial. O líder é o americano Kelly Slater.

Jordy derrotou dois compatriotas neste domingo. Passou por Royden Bryson e se classificou à final, contra Casey Grant. Na decisão, somou 15,43 pontos, contra 12,43 do adversário.

Com os 2.000 pontos, tomou do australiano Taj Burrow a liderança do ranking unificado. A lista serve para formar a elite do surfe. O campeão da temporada, porém, é apontado pelo ranking mundial, apenas com os resultados das dez etapas.

- Eu não ganhava um campeonato em frente à minha casa desde que tinha 15 anos. Estou tão feliz que nem sei o que dizer - disse Jordy.

Jordy Smith bate campeão do WQS e avança às semifinais em Ballito



 Vice-líder do ranking, Jordy Smith deu mais um passo rumo ao título do WQS cinco estrelas de Ballito. Em um duelo de surfistas locais, ele derrotou Warwick Wright - surfista que em 2006 foi campeão da divisão de acesso mundial - e se classificou para as semifinais da etapa.

Jordy tirou notas 7, 7 e 7,00 para garantir a vaga. Era a primeira bateria das quartas de final. Logo depois, os organizadores pararam a competição por conta dos fortes ventos.

- Tudo está indo de acordo com os meus planos. Mas tive sorte de achar boas ondas aqui hoje - disse Jordy.
O WQS de Ballito é usado como aquecimento para alguns surfistas que, assim como Jordy, disputam o Circuito Mundial. A quarta etapa da temporada começará no dia 15, em Jeffreys Bay.

Joel Parkinson sofre corte profundo no pé e está fora de Jeffreys Bay



 Atual campeão em Jeffreys Bay, o australiano Joel Parkinson sofreu um profundo corte no pé direito e ficará fora da etapa sul-africana, quarta da temporada 2010 do Circuito Mundial. Ele se machucou depois de cair de uma onda quando surfava em Snapper Rocks, pico na região de Coolangatta, onde mora. A competição começa no dia 15.

- Eu caí de um tubo e senti a prancha me atingindo. Soube imediatamente que era um corte sério. Não queria olhar porque sabia que não estaria nada bom.

Joel foi ajudado na praia pelo havaiano Andy Irons, tricampeão mundial. Ele também estava surfando no momento do incidente. O corte foi perto do calcanhar.

- É um dos meus campeonatos favoritos, então estou muito decepcionado por não poder competir lá este ano. Depois de um intervalo tão grande, estava muito ansioso para ir para J-Bay.

A última etapa do Circuito Mundial terminou no dia 30 de abril, cm a vitória do brasileiro Jadson André, em Imbituba. A quinta começará no dia 31 de agosto, em Teahupoo, no Taiti.

Depois de ser atendido, Joel ainda falou com bom humor sobre a onda que provocou a queda.
- Vocês viram como era perfeita? Uma das mais perfeitas que já surfei em Snappper.

Depois de show, Knox decepciona e se despede do WQS de Ballito

 Integrante da elite mundial, surfista americano de 39 anos termina na 49ª colocação da etapa sul-africana cinco estrelas da divisão de acesso.

A boa campanha de Taylor Knox no WQS de Ballito terminou nesta quinta-feira, em ondas de cerca de 2m na praia sul-africana. O americano de 39 anos, que na véspera tinha feito as maiores nota e soma, caiu na segunda fase do campeonato. Knox continuará na Africa do Sul. A partir do dia 15, ele disputará a quarta etapa do Circuito Mundial, em Jeffreys Bay.

O americano somou apenas 8,83 pontos em suas duas melhores ondas e ficou em terceiro na bateria vencida pelo sul-africano Brendon Gibbens. Com 10,50, ele se manteve à frente do compatriota Rudy Palmboom, também classificado, com 9,06. Taylor se despede na 49ª colocação.
 
Os destaques do dia foram dois sul-africanos que, assim como Taylor, disputam o Circuito Mundial. Travis Logie tirou uma nota 9,00 e totalizou 15,67. Vice-líder do ranking, Jordy Smith arrancou notas 7,00 e 6,83. Os dois passaram à quarta fase da competição.