1. Há três hipóteses: ou têm dinheiro suficiente e têm uma segunda casa ao pé da praia, de facto moram ao pé da praia (sendo essa a sua única casita…) ou andam sempre em viagem em busca de ondas.
2. Armam-se em garanhões, mas se tiverem de escolher, preferem sempre “uma boa onda”, do que “uma boa gaja”.
3.Há 99% de probabilidades de se encontrarem com uma peça de roupa da marca “Billabong” ou com uma prancha na mão. (sendo que há 90% de probabilidade de ambas as coisas ao mesmo tempo).
4.Grande parte desistiu dos estudos (ou está em vias de chumbar mais um ano). Os que não o fizeram estão em vias de deixar de surfar.
5. Sabem o vocabulário específico relativo ao surf na ponta da língua, mas muito do restante vocabulário fica repetidamente debaixo da língua.
6.A primeira coisa que fazem quando se levantam (isto quando já estão perto do mar) é ir ver se há ondas. (assim que amanhece).
7. A sub-raça beto-surfista (será redundante?) circula a grande velocidade exibindo a sua grande prancha no tejadilho do seu grande carro.
8. Por seu lado a sub-raça beto-wannabe-surfista (diferencia-se da anterior pela falta de posses monetárias, mas são também eles da cidade), circulam a grande dificuldade com as pranchas no interior dos transportes públicos. (para exemplo: basta observar a paragem no Campo Grande dos autocarros Lisboa-Ericeira).
9. Gostam de andar em bandos e têm um café onde se encontram regularmente para beber e jogar às cartas.
10. Fim-de-semana + Noite = Bebedeira de Caixão à Cova (mas geralmente não acabam a noite mesmo no caixão, resistindo para uma manhã seguinte de surf ressacado).
Ressalva: As regras não se aplicam, na sua maioria, a algumas pessoas que praticam surf esporadicamente, mas sim aos que se dizem verdadeiros “surfistas”.
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