domingo, 11 de julho de 2010

De Volta ao Surf



 Seguimos ligados na África do Sul, mas dessa vez vamos de surf. Espero que as pranchas estejam mais nos pés de Mineirinho, Jadson, Neco e Polo do que a jabulani esteve... bom, já foi. As clássicas direitas Jeffreys Bay serão palco de um dos eventos mais interessantes do ano, o Billabong Pro.

Triste da vida Joel Parkinson anunciou oficialmente que não irá para Jeffreys defender seu título do ano passado. Ele sofreu um corte profundo no pé direito enquanto treinava em Snapper, na Austrália, e ficará de molho por algumas semanas. Na oitava posição do ranking Parko estará de volta para Tehupoo.

O 9XSlater está no top da cadeia alimentar e cheio de vontade de fechar a fatura do inédito décimo título antes que as coisas se compliquem. Ele gosta dessa onda, venceu ali em 1996, 2003, 2005 e 2008. Sabe lidar como poucos com os elementos dessa longa direita de fases [sessões] “complicada e perfeitinha”. Se ele se der bem em J-Bay ninguém segura o careca no Tahiti, próxima parada depois da África. Um detalhe. Adivinha quem ele vai pegar logo de cara, naquela bateria com 3 atletas? Owen Wright, que já o venceu 2 vezes ano passado, e mais alguém que vier das triagens.

Quem também gosta dessas duas, J-Bay e Teahupoo é Andy Irons. Depois da trupicada no Brasil, quando perdeu prematuramente para Ben Dunn, foi para Califa e ficou na semi do Prime em Trestles. Até hoje Andy tem aquela vitória do Slater, na última série do último minuto da última bateria do evento de 2005, engasgada e, sem quere dar uma de Galvão “Chato” Bueno, acho que ele está seriamente de olho em duas coisas: vencer um evento do seu patrocinador, já que falhou no Brasil, e não cair ainda mais no ranking. Outro detalhe. Ele enfrenta Neco e Jadson na primeira rodada.

Adriano Mineirinho, que já está treinando por lá, Marco Polo e Tiago Pires caem juntos na quinta bateria. Muita gente gosta dessa fase de aquecimento. Pode até ser um bônus para quem quer ver esses sujeitos competindo, além de dar uma chance a mais aos atletas. Mesmo assim acho que isso arrisca muito a possibilidade de sobrarem ondas melhores lá no fim da competição. De todo jeito isso tudo deve mudar no momento em que o novo formato passar a vigorar.

Nos dois próximos eventos cada bateria pode ser um caso de vida ou morte. Depois do Tahiti apenas 32 dos Top 45 estarão classificados para os eventos que vão contar para o título da ASP. 

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