Local da praia do Icaraí (CE), a jovem bodyboarder Isabela Sousa, 20, coleciona resultados de fazer inveja a muitas veteranas.
Em 2006, com apenas 15 anos, a cearense sagrou-se campeã brasileira amadora e campeã latino-americana. Aos dezesseis anos foi vice-campeã brasileira profissional e Top 10 do Circuito Mundial.
Desde então, seu nome figura entre os mais respeitados da modalidade. Neste ano, na busca pelo primeiro título brasileiro profissional, Isabela começou com o pé direito e sagrou-se campeã da primeira etapa do circuito, realizada em Campos dos Goytacazes (RJ).
Na entrevista abaixo, a bodyboarder abre o jogo e fala um pouco sobre a vida, preferências, viagens e carreira.
Como e onde começou com o bodyboard?
Comecei a pegar onda na praia onde moro, Icaraí (CE). Minha cunhada me presenteou com uma prancha de bodyboard em 2001. Desde então não parei mais. O motivo de escolher o bodyboard foi simples. Me apaixonei à primeira vista pelo esporte.
Quem são seus ídolos no esporte?
Karla Costa Taylor, Neymara Carvalho, Guilherme Tâmega e Roberto Bruno.
Quais são suas manobras preferidas e porquê? Quais você ainda pretende aperfeiçoar?
Minhas manobras preferidas são ARS, tubo, rollo e 360. Cada manobra encaixa em determinado momento. Gosto quando sai de acordo com a onda. Sempre podemos melhorar. Todas as manobras podem ser aperfeiçoadas.
Qual a importância do estilo?
Todo mundo tem um estilo e ele está ligado com a identidade do atleta. Acho que a importância está ai. Alguns são mais radicais outros mais clássicos. Se analisarmos bem, todos têm algo para acrescentar.
Quais viagens já fez na carreira?
Hawaii, Canárias, Austrália, Chile e Europa.
Como está o nível do bodyboard no Ceará? Como analisa a modalidade no Brasil?
O nível dos bodyboarders no Ceará sempre foi altíssimo. Acho que o esporte, em termos de estrutura, ainda tem muito para crescer, mas houve melhorias. No Brasil, ano passado, rolaram três etapas do Mundial. Isso foi incrível. Nos últimos anos, tivemos a etapa de Búzios. Em 2010, estão confirmadas as etapas da Bahia e Santa Catarina. O bodyboard no Brasil, sem dúvida, cresce.
Se pudesse mudar algo no esporte, o que mudaria?
A premiação. Daria mais dinheiro para os primeiros colocados e retirava as primeiras fases da premiação. Porque acho que impressiona muito os primeiros colocados ganharem uma quantia boa.
Comente a recente vitória na primeira etapa do brasileiro em Campos (RJ).
Foi animal! Nos primeiros dias não deu onda. Mas para alegria de todos, durante o domingo rolou altas. É muito legal competir assim. Na final deu para fazer um 9.00 e um 10. Sem dúvida foi memorável.
Fonte: Bodyboardpress

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