O catarinense Ricardo dos Santos comandou as ações no penúltimo dia do SuperSurf Internacional na praia do Santinho, Florianópolis (SC).
Neste sábado, em ondas de até 1,5 metros e formação prejudicada pelo vento Sul, o atleta da Guarda do Embaú fez duas belas apresentações para derrotar o baiano Dennis Tihara e o cearense Heitor Alves.
Nas oitavas, Ricardinho fez uma ótima escolha de ondas e não deu chances a Dennis, que teve muito trabalho para entrar em sintonia com as difíceis condições do mar.
Determinado, o catarinense mandou um belo aéreo na primeira onda, avaliada em 7.60, e carimbou a vitória depois de arrepiar uma esquerda com fortes batidas e rasgadas de frontside que renderam 8.83 pontos.
Nas quartas, Ricardinho travou um duelo emocionante com o cearense Heitor Alves. O catarinense começou melhor com 6.50 e 5.17, mas viu o adversário reagir com 5.33 e 6.83.
Na última onda, Ricardo acertou uma pancada de backside e um floater na junção para arrancar 6.27 dos juízes e avançar à semifinal da prova.
“Na verdade, o Heitor é a minha inspiração no momento”, confessou Ricardo dos Santos à assessoria de imprensa da ASP South America.
“Eu venho me espelhando bastante nele. Cada bateria que ele entra, parece que está prestes a dar o melhor aéreo da vida, fazer o que for preciso pra passar, então eu sabia que precisava de duas notas boas para vencer. Tive sorte que veio a onda no final, acreditei nela e surfei confiante na virada, foi demais”.
Outro duelo que pegou fogo nas quartas foi a bateria entre o carioca Simão Romão e o cearense Michel Roque.
Simão liderou praticamente toda a disputa, até ser ameaçado por Michel nos minutos finais. O cearense acertou um lindo aéreo rodando e manobrou até o inside para descolar 7.90 pontos.
Porém, não demorou muito para Simão detonar uma esquerda com três fortes batidas e dar o troco com 8.27.
“O Michel (Roque) é um grande amigo meu, viajamos juntos para o Hawaii com 14, 15 anos de idade, cansamos de viajar juntos para os campeonatos do Brasileiro Amador e até falei para ele no final que se ele tivesse passado eu também estaria feliz. Graças a Deus veio a onda pra mim no finalzinho e nunca mais vou esquecer dessa bateria com meu amigo”, revelou Simão Romão à assessoria de imprensa da ASP South America.


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